TikTok adicionou ao menos R$ 18,6 bi ao PIB brasileiro em 2025

Relatório divulgado pela empresa só considera investimentos em publicidade na divisão de anúncios

O TikTok adicionou ao menos R$ 18,6 bilhões ao PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2025. Os dados são do “Relatório de Impacto Econômico do TikTok no Brasil”, realizado em parceria com a LCA Consultoria Econômica e publicado nesta 3ª feira (19.mai.2026). O levantamento considera só os investimentos em publicidade no TikTok Ads. Leia a íntegra (PDF – 22,5 MB).

Segundo a companhia, o impacto no PIB foi de R$ 18,6 bilhões a R$ 37,3 bilhões, considerando uma abordagem mais conservadora e mais otimista, respectivamente. O valor considera só os gastos no TikTok Ads pela impossibilidade de medir o alcance orgânico e a atividade comercial direta na plataforma.

O evento de lançamento contou com a participação dos ministros Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Rachel Barros (Igualdade Racial).

O ministro do Desenvolvimento Social destacou o êxito da empresa para a formação de empregos. Rachel falou sobre a importância de maximizar resultados nas parcerias público-privadas.

O TikTok também divulgou que foi responsável pela arrecadação de R$ 2,5 bilhões a R$ 4,9 bilhões em impostos e pela criação de 223 mil a 447 mil empregos em 2025. Os valores também consideram uma abordagem mais conservadora e uma mais otimista.

DISTRIBUIÇÃO DE CONTEÚDO

O estudo do TikTok indica que 68% dos empreendedores que usam a plataforma para seus negócios chegam no público organicamente, sem gastos com publicidade. 

Leonardo Lima, gerente de Concorrência da LCA Consultoria Econômica, explica que a rede social funciona por meio de uma distribuição por interesse, onde “o que importa é a qualidade”. O TikTok entrega conteúdos a usuários com base no conteúdo consumido por ele. 

O diretor de Regulação e Políticas Públicas da consultoria, Eric Brasil, afirma que as plataformas digitais “aceleraram o processo de digitalização da economia”. Como consequência, “reduziram o custo de aquisição do consumidor”.

Para Leonardo, a maior possibilidade de conexão entre microempreendedor e o possível consumidor “remove a barreira inicial que é o acesso ao mercado”. O economista afirma que essa aproximação era uma das “maiores dificuldades dos microempreendedores”.

Eric também destaca que a arquitetura mobile-first da plataforma simplifica o acesso a ferramentas digitais essenciais para o comércio. “Sem ferramentas pensadas para atender as necessidades de consumidores e empreendedores por meio de dispositivos móveis, nós não teríamos números tão expressivos quanto temos hoje”, afirma o diretor.

E-COMMERCE FORA DOS GRANDES CENTROS

O estudo do TikTok afirma que a receita regional de e-commerce cresceu em média 343% no Brasil de 2016 a 2024. Eis os números por região:

  • Sul – 425%;
  • Nordeste – 413%;
  • Centro-Oeste – 380%;
  • Sudeste – 326%;
  • Norte – 229%.

Eric ainda afirma que “a maior parte dos microempreendedores estão fora de grandes centros comerciais”. Para o economista, “esses são os mais beneficiados” com o processo de digitalização da economia.

O estudo diz que as plataformas digitais aumentaram a visibilidade de produtores regionais “ao expor seus produtos para uma audiência nacional” e conectar a oferta “a consumidores com alta intenção de compra”.


source

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com