Presidente do EUA usou discurso comemorativo para reforçar patriotismo como marca de sua administração
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), discursou no sábado (4.jul.2026) durante evento que marcou os 250 anos da independência do país.
Trump falou por quase uma hora. Declarou que não há lugar para o comunismo nos EUA, citou um possível 3º mandato e voltou a defender o Save America Act. O evento foi realizado em Washington. Depois do discurso do presidente, houve queima de fogos e show.
“O comunismo é um fracasso e sempre será. O sistema comunista é o oposto do sistema norte-americano. Nossos guerreiros não combateram o comunismo em campos de batalha ao redor do mundo apenas para ver essa ameaça erguer sua cara feia aqui”, afirmou Trump.
O republicano citou um 3º mandato –o que é vetado pela Constituição dos Estados Unidos– e disse que não falaria sobre o tema para não causar controvérsia.
“Reconstruímos nossas Forças Armadas no meu 1º mandato. Nós as utilizamos um pouco no meu… eu deveria dizer 3º mandato, mas não vou dizer por causa da controvérsia. Mas nós as utilizamos e tivemos um sucesso tremendo”, declarou.
O presidente também voltou a defender o Save America Act, projeto que exige prova de cidadania para votar nas eleições do país.
Caso aprovada, a lei pediria a apresentação de documento de identificação emitido pelo governo no ato de votar e comprovação de cidadania durante o registro eleitoral: “Não haverá voto por correio, exceto em casos de doença, deficiência, missão militar ou viagem. Dessa forma, não haverá mais fraudes nas eleições, é muito simples”.
4 de Julho
Nos EUA, o 4 de Julho é considerado o feriado mais importante do ano. A data marca a adoção da Declaração de Independência pelo 2º Congresso Continental, em 1776, quando as 13 colônias romperam formalmente os laços com o Reino Unido. A celebração é realizada em todo o país com desfiles, cerimônias e queima de fogos de artifício.
O ano de 2026 é importante para Trump. Em 3 de novembro, os EUA convocarão as eleições de meio mandato –chamadas de “midterms”–que renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e cerca 1/3 das 100 vagas do Senado, além de eleger novos governadores estaduais.
Para o presidente, o pleito serve como um termômetro de sua popularidade e de suas chances nas próximas eleições. Como o país é polarizado entre os partidos Republicano e Democrata, o resultado costuma ser interpretado como uma amostra sobre os primeiros anos de governo e pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso.




