Trump usa IA para fingir ser médico e “tratar” opositores

Vídeo usa imagem de astros do cinema para ironizar o que o presidente chama de “síndrome de transtorno de Trump”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (partido Republicano), publicou nesta 5ª feira (2.jul.2026) em seu perfil na rede social Truth Social um vídeo gerado por inteligência artificial em que aparece vestido de médico e simulando o “tratamento” de celebridades de Hollywood que fazem oposição ao seu governo. Nas imagens, o republicano veste jaleco branco e estetoscópio para diagnosticar pacientes com a sigla “TDS” (Trump derangement syndrome, ou “síndrome de transtorno de Trump”).

O termo é frequentemente utilizado por Trump e seus apoiadores como um insulto político para desqualificar críticos da gestão. O vídeo exibe rostos e vozes recriados digitalmente dos atores Robert De Niro, Whoopi Goldberg, Edward Norton e Julia Roberts, além dos comediantes Rosie O’Donnell e John Leguizamo. Nos depoimentos fictícios, os avatares dos artistas afirmam que se livraram da “condição” após se consultarem com o “Dr. Trump”.

Ao final da gravação, a versão digital do presidente norte-americano receita 3 remédios aos opositores: evitar o consumo de veículos de imprensa classificados por ele como “fake news”, fazer orações cotidianas e beber Coca-Cola Zero nos momentos de nervosismo.

HISTÓRICO DE DEEPFAKES

O uso de ferramentas digitais e deepfakes (tecnologia que altera rostos e vozes com realismo) para atacar adversários tem sido uma constante nas redes do mandatário. Em fevereiro de 2026, Trump publicou uma montagem em que os rostos do ex-presidente Barack Obama e da ex-primeira-dama Michelle Obama eram inseridos em corpos de macacos ao som da canção “The Lion Sleeps Tonight”. O post foi classificado como racista por parlamentares democratas e republicanos e acabou deletado. Na ocasião, o presidente culpou um assessor pelo episódio.

Em outro caso recente, o perfil de Trump compartilhou uma imagem gerada por IA que o retratava com feições semelhantes às representações religiosas de Jesus Cristo. Após forte reação negativa de grupos religiosos, a postagem foi removida, e a Casa Branca alegou posteriormente que a imagem pretendia retratar a figura de um médico, e não fazer uma analogia messiânica.


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