Debate sobre custos de transporte ganha força após críticas ao modelo adotado para o Mundial de 2026 e possível aumento nas tarifas
A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, utilizou as redes sociais para questionar os custos logísticos da Copa do Mundo de 2026 e a ausência de participação financeira da FIFA no transporte de torcedores. A declaração ocorre em meio a discussões sobre possíveis aumentos nas tarifas de trem durante o torneio.
ASSISTA AO “ATUALIZA JÁ ESPORTE” DE HOJE (15/04)
“Herdamos um acordo em que a FIFA não está fornecendo um centavo sequer para o transporte durante a Copa do Mundo”, revelou. Na sequência, a governadora detalhou o impacto financeiro para o estado: “E enquanto a NJ TRANSIT arca com uma conta de US$ 48 milhões para transportar torcedores com segurança de ida e volta dos jogos, a FIFA está faturando US$ 11 bilhões.”
Veja as fotos

Copa do Mundo acontece em 2026FIFA

Presidente da FIFA, Gianni Infantino, com Donald Trump, presidente dos EUA.Reprodução/@gianni_infantino

Reprodução

Fifa aciona FBI em plano de segurança para Copa do Mundo com três sedes de 2026Reprodução/Instagram: @fifa

Taça da Copa do MundoReprodução
O posicionamento também incluiu críticas à possibilidade de repasse desses custos à população. “Não vou deixar os moradores de Nova Jersey com essa conta pelos próximos anos”, afirmou Mikie.
Em outro trecho, ela reforçou a cobrança direta à entidade: “A FIFA deveria pagar pelo transporte. Mas se não pagar, não vou deixar Nova Jersey ser lesada.”
A discussão ocorre paralelamente à análise da NJ Transit sobre um reajuste nas tarifas para dias de jogos. A proposta em estudo prevê que o valor de ida e volta entre a Penn Station e o MetLife Stadium possa ultrapassar US$ 100, valor superior aos cerca de US$ 13 cobrados atualmente.
De acordo com a empresa, os preços ainda não foram definidos, mas o custo total estimado da operação durante as partidas gira em torno de US$ 48 milhões. O tema também repercutiu entre autoridades políticas. O senador Chuck Schumer defendeu que a FIFA assuma os custos, ao afirmar que o modelo atual transfere encargos às cidades-sede enquanto a entidade concentra receitas de ingressos, transmissões e concessões.
Em Boston, a Massachusetts Bay Transportation Authority também avalia tarifas elevadas para dias de jogos, com valores que podem chegar a US$ 80.
A definição final sobre os preços e a divisão de custos para o transporte durante a Copa do Mundo segue em discussão entre autoridades locais e organizadores do torneio.



