No trimestre, entraram em operação 10 novos poços produtores, sendo 7 na Bacia de Campos e 3 na Bacia de Santos
A Petrobras registrou recorde de produção própria no 1º trimestre de 2026 (1T26), com média de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). O volume representa alta de 3,7% em relação ao 4º trimestre de 2025 (4T25) e de 16,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
A produção foi impulsionada principalmente pelo ramp-up dos FPSOs P-78, no campo de Búzios, Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, e Anna Nery e Anita Garibaldi, nos campos de Marlim e Voador. A estatal também atribuiu o desempenho à manutenção da produtividade dos campos, à eficiência operacional e à redução de perdas associadas a paradas de manutenção.
No trimestre, entraram em operação 10 novos poços produtores, sendo 7 na Bacia de Campos e 3 na Bacia de Santos.
Entre os destaques do segmento de exploração e produção (E&P), as plataformas do campo de Búzios alcançaram recorde diário operado de 1,037 milhão de barris de óleo em 20 de março. O campo de Mero também superou a marca de 700 mil barris produzidos em um único dia.
A Petrobras informou ainda que a plataforma P-78 iniciou a injeção de gás em 2 de março, 61 dias após o início da produção — menor prazo de comissionamento do sistema de compressão e injeção de gás entre plataformas próprias da companhia. Já a operação de ancoragem da P-79 foi concluída em 12 dias, estabelecendo novo recorde interno.
A estatal também registrou recordes trimestrais de produção total operada, com 4,65 milhões de boed, e de produção total operada no pré-sal, com 4,01 milhões de boed.
Refino cresce 6,7% no trimestre
No segmento de refino, transporte e comercialização (RTC), a produção total de derivados cresceu 6,7% em relação ao 4T25, alcançando 1,816 milhão de barris por dia (Mbpd). Diesel, querosene de aviação (QAV) e gasolina responderam por 68% da produção total de derivados no período.
O fator de utilização total (FUT) do parque de refino atingiu 95% no trimestre, 6 pontos percentuais acima do trimestre anterior. Em março, o índice chegou a 97,4%, maior nível desde dezembro de 2014.
A Petrobras também registrou recorde mensal de produção de diesel S10 em março, com 512 Mbpd. Segundo a companhia, a participação do petróleo do pré-sal na carga processada alcançou 69%, ampliando a flexibilidade operacional para produção de derivados de maior valor agregado.
As vendas de derivados no mercado interno cresceram 2,9% na comparação anual. Já as vendas de QAV somaram 126 Mbpd, alta de 9,6% em relação ao 1T25.
A estatal destacou ainda a redução das importações de GLP. No trimestre, o volume importado foi de 26 Mbpd, o menor já registrado pela companhia. Segundo a Petrobras, o resultado foi favorecido pela produção do Complexo de Energias Boaventura e pela maior utilização do parque de refino.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a aproximação com consumidores finais permite à companhia desenvolver soluções mais alinhadas às demandas do mercado e às metas de descarbonização.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Petrobras, em 30 de abril de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.



