A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), desarticulou uma associação criminosa especializada em furtos qualificados de caminhonetes Toyota Hilux e SW4. A ação ocorreu durante a Operação Caiçaca, deflagrada entre os dias 3 e 4 de junho de 2026.
A operação integra as estratégias da PCDF para combater o furto de veículos de alto valor agregado destinados a esquemas criminosos de receptação, adulteração de sinais identificadores, desmanche e transporte interestadual e internacional.
As investigações, conduzidas pela Divisão de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DRFV/Corpatri), identificaram o veículo utilizado como apoio logístico em dois furtos registrados nos dias 1º e 3 de junho. Após o monitoramento e análise dos elementos investigativos, os policiais localizaram a caminhonete utilizada pelo grupo criminoso.
Ao perceberem a aproximação das equipes, os suspeitos fugiram pelas vias do Riacho Fundo. Após acompanhamento tático, abandonaram o veículo e tentaram escapar a pé. Um dos integrantes foi capturado no local. Durante as buscas no automóvel, os agentes encontraram uma arma de fogo de uso restrito com a numeração suprimida.
Horas depois, um segundo integrante da organização criminosa foi localizado e preso em Samambaia. Já no dia 8 de junho, os investigadores conseguiram recuperar uma das caminhonetes furtadas pelo grupo. No interior do veículo foram encontrados diversos objetos pertencentes às vítimas dos crimes investigados.
Segundo a PCDF, a associação criminosa utilizava equipamentos tecnológicos capazes de neutralizar ou superar os sistemas eletrônicos de segurança das caminhonetes, método frequentemente empregado por organizações especializadas nesse tipo de delito.
Os suspeitos, de 28 e 33 anos, sendo um deles natural do Maranhão, foram autuados em flagrante pelos crimes de associação criminosa, furto qualificado de veículo automotor mediante uso de equipamentos tecnológicos, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e direção perigosa.
Após audiência de custódia, a Justiça converteu as prisões em flagrante em prisões preventivas, considerando a gravidade dos fatos e a necessidade da manutenção da custódia dos investigados.
As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa, incluindo responsáveis pela receptação, adulteração, ocultação, transporte e comercialização dos veículos furtados.
A PCDF orienta a população a comunicar imediatamente qualquer atitude suspeita, monitoramento indevido de veículos ou movimentação incomum em estacionamentos e áreas residenciais, contribuindo para a prevenção dos crimes e a proteção do patrimônio




