Apuração no Peru deixa Sánchez 23.282 votos à frente de Fujimori

Candidato virou o placar conforme o avanço das apurações; até as 10h55 (horário de Brasília), 95,84% das urnas haviam sido apuradas

O candidato Roberto Sánchez (Juntos por el Perú, esquerda) ultrapassou nesta 2ª feira (8.jun.2026) a adversária Keiko Fujimori (Fuerza Popular, direita) na apuração do 2º turno das eleições presidenciais no Peru. Até as 10h55 (horário de Brasília), 95,84% das urnas haviam sido apuradas, e o político abria vantagem de 23.282 votos em uma das disputas mais apertadas da história do país.

Por volta das 15h de 2ª feira, a diferença entre os candidatos chegou a apenas 330 votos. Com o avanço da contagem e a inclusão de novas atas, porém, o candidato de esquerda assumiu a liderança.

Os votos contabilizados dentro do território peruano somam quase 98% dos registros e avançaram pouco desde o início da semana. A apuração dos votos do exterior segue mais lenta, com 25% das urnas abertas. Matematicamente, ainda há possibilidade de uma nova virada.

Keiko Fujimori lidera entre os eleitores que votaram no exterior, com cerca de 65,3% dos votos, contra 34,6% de Sánchez. Restam 1.866 atas pendentes de processamento.

Mesmo com a possibilidade de ser eleito, Sánchez enfrenta pendências judiciais no Peru. Na 6ª feira (5.jun.2026), a Justiça determinou que ele será julgado por omitir informações sobre o financiamento de seu partido em eventos realizados de 2018 a 2020.

A decisão não impede sua participação na eleição. Ainda cabe recurso contra a determinação judicial.

DISPUTA PRESIDENCIAL

As eleições do Peru são realizadas em um cenário de instabilidade política, que se arrasta no país por mais de uma década. De lados opostos, Keiko e Sánchez defendem políticas contrastantes.

O plano de governo de Sánchez propõe a redução de taxas de pobreza, medidas de apoio à agricultura familiar e descentralização econômica do país. O presidenciável tem como aliado o ex-presidente Pedro Castillo, de quem foi Ministro do Comércio Exterior e Turismo.

Keiko é filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1938-2024), que governou o país de 1990 a 2000. As principais medidas prometidas pela candidata são o impulso à iniciativa privada –o que inclui o apoio a empreendedores e fintechs–, além de uma reforma previdenciária e tributária no país.

Desde 2016, o país teve 8 presidentes. Nesse período, 4 foram destituídos pelo Congresso, 2 renunciaram antes de enfrentar processos de destituição e 1 concluiu um mandato interino de 8 meses. Eis a lista:

  • Pedro Pablo Kuczynski – renunciou em 2018;
  • Martín Vizcarra – assumiu depois da renúncia de Kuczynski e foi destituído pelo Congresso;
  • Manuel Merino – ficou apenas 5 dias no cargo antes de renunciar;
  • Francisco Sagasti – conduziu o governo de transição;
  • Pedro Castillo – destituído após tentar dissolver o Congresso;
  • Dina Boluarte – assumiu após a saída de Castillo e foi posteriormente destituída;
  • José Jerí – assumiu após a saída de Boluarte e foi derrubado pelo Congresso;
  • José Balcázar – assumiu em fevereiro de 2026 e permanece até a posse do próximo presidente eleito.


source

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com