Musk apoia filme sobre justiceiro anti-imigrantes barrado na Alemanha

CEO da Tesla compartilhou obra para seus seguidores no X; diretor afirma que agência de classificação etária do país europeu se recusou a avaliar a produção

Um filme de um cineasta alemão sobre um empresário que decide agir como justiceiro e perseguir e matar imigrantes criminosos ganhou nesta 5ª feira (25.jun.2026) o apoio de Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX.

“Citizen Vigilante”, escrito e dirigido por Uwe Boll, foi lançado nos Estados Unidos em 19 de junho e está disponível para ser alugado nas plataformas Amazon Prime Video e Apple TV. Mas, na Alemanha, país do cineasta, o filme não recebeu uma classificação etária da agência de autorregulação FSK –o que, na prática, impede sua distribuição comercial.

Boll afirmou que a decisão da FSK teve “motivação política”, por causa da violência extrema do filme e do que foi considerado mensagem anti-imigração, e configura censura.

Na 5ª feira, ele colocou a obra na íntegra no X, avisando que ela ficaria disponível para ser assistida até a manhã de sábado (27.jun). Musk, que também é dono do X e tem 240 milhões de seguidores na rede social, então repostou o filme.

O filme repercutiu na direita brasileira. O jornalista e blogueiro Allan dos Santos afirmou nesta 6ª feira (26.jun), em seu perfil no X, que Elon Musk adquiriu os direitos de distribuição e disponibilizou o filme gratuitamente no X, para que qualquer pessoa possa assistir e tirar suas próprias conclusões”

Segundo ele, o longa é “sobre um homem que decide enfrentar imigrantes ilegais responsáveis por aterrorizar sua cidade foi proibido em vários países sob a acusação de ‘discurso de ódio’. O Poder360 não encontrou informações de que Musk teria adquirido os direitos de distribuição da obra, nem que ela teria sido banida além da Alemanha.

Estrelado por Armie Hammer, o filme acompanha um homem revoltado com a deterioração da ordem pública que decide fazer justiça com as próprias mãos. A maior parte dos alvos do personagem são imigrantes.

O diretor afirma que o filme se inspira em um episódio ocorrido em 2016, em Hamburgo, quando um grupo de adolescentes estuprou uma menina de 14 anos. Ninguém foi preso. Boll critica a forma como o caso foi tratado pela imprensa e diz que o debate público na Europa teria perdido o senso de proporção sobre como tratar a imigração.


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