Pacote inclui investimentos em rotas alternativas de escoamento de petróleo para reduzir dependência do estreito de Ormuz
O governo do Iraque e empresas norte-americanas assinaram acordos de parceria de aproximadamente US$ 60 bilhões –cerca de R$ 306 bilhões– na 6ª feira (17.jul.2026). O pacote inclui projetos para desenvolver rotas alternativas de transporte de petróleo, além de investimentos nos setores de saúde, infraestrutura e comunicações.
Os documentos foram assinados em uma cúpula empresarial entre os 2 países na Câmara de Comércio dos EUA, em Washington, durante a visita do primeiro-ministro iraquiano, Ali Falah al-Zaidi (independente), aos Estados Unidos. As informações são da Associated Press.
Os acordos têm como destaque a participação da gigante norte-americana Chevron, que assinou projetos para ampliar a produção de petróleo no Iraque e desenvolver novos oleodutos.
O principal objetivo das medidas é abrir uma nova rota estratégica para o transporte de petróleo e criar alternativas ao estreito de Ormuz, ampliando as opções de envio de energia aos mercados globais diante das tensões entre Teerã e Washington e dos impactos do conflito sobre o transporte marítimo na região.
Thomas Barrack, embaixador dos EUA na Turquia, afirmou durante entrevista a jornalistas que o projeto de infraestrutura foi desenhado para “fazer do estreito de Ormuz um detalhe sem importância” no futuro e para garantir a segurança energética regional.
O primeiro-ministro Al-Zaidi também se reuniu com executivos da Chevron, em Houston, reforçando o pedido para acelerar e expandir os investimentos no país, apontando a Câmara de Comércio norte-americana como o centro onde as grandes decisões econômicas são tomadas.
Outros projetos
No mesmo dia, o Departamento de Estado dos EUA comemorou um acordo assinado entre o Iraque e a Síria “para avançar na reabilitação e reconstrução do oleoduto Iraque-Síria como um projeto de infraestrutura prioritário”.
O sistema deve conectar os campos de Basra, no sul do Iraque, ao porto turco de Ceyhan e ao porto sírio de Baniyas. A expectativa é que a infraestrutura recuperada transporte cerca de 2 milhões de barris de petróleo por dia, mitigando os impactos econômicos causados pelas tensões regionais e pelo bloqueio de rotas marítimas.




