“Herdeiras do Mestre, As Donas do Circo!” segue com atividades culturais em escolas públicas do Gama em maio

Na segunda-feira, 18 de maio, será a vez da Escola Classe 28, do Gama, receber as oficinas de confecção de brinquedos populares e apresentações do espetáculo “Herdeiras do Mestre, As Donas do Circo!”, que continua sua circulação pelas escolas públicas gamenses até o dia 26. A iniciativa reafirma o compromisso da Cia. Circo Boneco e Riso com a valorização da cultura circense, a inclusão social e a formação de público. Informações pelo Instagram @circo_boneco_e_riso

O projeto “Herdeiras do Mestre, As Donas do Circo!”  é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB-DF) e integra as ações da Política Nacional de Cultura Viva, por meio de parceria entre o Instituto Voar Cultural, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF e o Ministério da Cultura.

Segundo a coordenadora-geral do projeto, as atividades já passaram pela Escola Classe 9  e estarão presentes em cinco escolas, integrando arte, educação e comunidade, promovendo acesso à cultura para públicos com menor acesso a ações culturais.

“Com um elenco exclusivamente feminino, foco na diversidade cultural e na inclusão, “Herdeiras do Mestre, As Donas do Circo!” busca estimular o interesse pelas artes circenses, fortalecer vínculos comunitários e ampliar o repertório cultural dos participantes”, explica Mariana Fernandes, que também é produtora cultural.

 

Cronograma das apresentações e oficinas

 

18 de maio (segunda-feira)-  OFICINA e  APRESENTAÇÃO

ESCOLA CLASSE 28

8h e 14h30, oficina.

11h e 13h30, espetáculo

 

20 de maio (quarta-feira) OFICINA

ESCOLA CLASSE 15

8h às 10h e 16h às 18h

ESCOLA CLASSE 29

10h às 12h e 13h30 às 15h30

 

22 de MAIO (sexta-feira) – APRESENTAÇÃO

ESCOLA CLASSE 15

9h e 16h

ESCOLA CLASSE 29

11h e 13h30

 

26 de maio –  OFICINA e  APRESENTAÇÃO

ESCOLA CLASSE 07

8h e 14h30, oficina.

11h e 13h30, espetáculo

 

O espetáculo –   “Herdeiras do Mestre, As Donas do Circo!” retoma a trajetória de mais de 40 anos do grupo Circo Boneco e Riso no Distrito Federal e apresenta ao público uma narrativa marcada pela reinvenção, pela memória e pela permanência da arte circense. A proposta inclui, ainda, a participação de artistas com deficiência, ampliando o alcance inclusivo das ações. Além da circulação artística, a iniciativa contribui para o fortalecimento da economia criativa no campo circense, gerando trabalho para profissionais da área e incentivando a continuidade de práticas culturais tradicionais. A proposta inclui ainda articulação com escolas, instituições e comunidade local, ampliando o impacto das ações.

 

Boneco e Riso – A Companhia Circo Boneco e Riso foi criada em 1968 na cidade de Juazeiro do Norte (CE) por José André dos Santos – imortalizado pelo apelido de “Mestre Zezito” – que, em 1991, transferiu-se para o Distrito Federal, com sua companheira Rosineide Amorim.  Em 1994, os integrantes do grupo começam a desenvolver oficinas de confecção de brinquedos populares, oficinas de perna de pau, Mestre Zezito tornou-se o palhaço Pilombeta, criativo, encantador de crianças e adultos com números espetaculares de perna-de-pau, trapézio, equilíbrio, entre outros.  Ainda no Circo começou a brincar com teatro de bonecos (mamulengo), bonecos gigantes, cantigas de palhaço, sempre ensinando jovens das periferias, das ruas, de grupos diversos. Foi nesse meio que conheceu Rosineide de Nazaré, que se tornou sua esposa e com quem teve três filhas: Rita de Cássia, Maria e Isabel que completam o grupo nos trabalhos de oficina de brinquedos populares, oficinas teatrais e outros. Mestre Zezito faleceu em 4 de maio de 2006. As quatro continuaram o trabalho do mestre, com a escola de brinquedos e circo e se apresentando inclusive com números novos. A Companhia traz a mais genuína alma do circo popular brasileiro em suas intervenções pela simplicidade com que, em seus quase 40 anos de existência, vem perpetuando números tradicionais de circo tais como: mágicas, mamulengo, entradas de palhaços, malabarismo, perna-de-pau, monociclo, ventriloquia e canções populares. Tendo influenciado muitos artistas do Distrito Federal e Goiás, bem como tem sido foco de interesse de pesquisadores da cultura popular brasileira. Atualmente a mais representativa mostra de arte circense de Brasília leva o nome do mestre, a Mostra Zezito de Circo.

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