Drones ucranianos atingem terminal e porto de petróleo na Rússia

Governo Russo diz ter abatido 72 drones e que ofensiva perto de São Petersburgo não teve vítimas; Zelensky reivindica autoria

Drones ucranianos atingiram um terminal de petróleo e o porto de Vysotsk durante a madrugada deste sábado (4.jul.2026) na região de São Petersburgo, 2ª maior cidade da Rússia. Segundo a Ucrânia, o ataque causou danos a infraestruturas energéticas e portuárias. Não houve feridos, segundo autoridades russas.

A ofensiva ucraniana faz parte da estratégia de atingir o abastecimento de combustíveis na Rússia. Ataques da Ucrânia, em resposta à invasão russa, a instalações petrolíferas do país já duram vários meses e têm resultado em racionamento e filas em postos.

O governador de São Petersburgo, Alexander Beglov, definiu o ataque como de “larga escala“. Segundo ele, a cidade de 6 milhões de habitantes também foi alvo dos drones, não só o terminal de petróleo atingido em Vysotsk. O governador declarou que as consequências do ataque já foram controladas e que não houve vítimas.

O porto de Vysotsk fica a cerca de 170 quilômetros a noroeste de São Petersburgo. A instalação movimenta petróleo, grãos, carvão e gás natural.

Alexander Drozdenko, governador da região de Leningrado, confirmou que um drone atingiu a área do porto. Segundo ele, 72 drones foram abatidos sobre a região e houve danos leves em diversos povoados.

ZELENSKY ASSUME

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro) reivindicou a autoria da operação e afirmou que o ataque foi além de São Petersburgo. As forças de defesa da Ucrânia atingiram a infraestrutura petrolífera portuária que produz receitas para a guerra da Rússia e também atacaram Kronstadt, um importante alvo militar localizado a mais de 850 quilômetros da fronteira da Ucrânia, disse em publicação no Telegram.

A Rússia não confirmou que Kronstadt, base naval de grande importância próxima a São Petersburgo, tenha sido atingida.

ESCASSEZ DE COMBUSTÍVEL NA RÚSSIA

A Ucrânia intensificou os ataques a refinarias e instalações energéticas russas. A pressão sobre a infraestrutura de combustíveis já provoca efeitos no abastecimento interno da Rússia.

Segundo a Associated Press, por causa dos ataques, o refino e a produção de combustíveis russos caíram. De 2025 a 2026, houve uma redução de 17% na produção de gasolina, de 1,03 milhão de barris para 850 mil barris por dia. O número atual é insuficiente para abastecer o mercado interno.

A ação da Ucrânia procura atingir, de forma sistemática, instalações energéticas russas. Seus efeitos já são sentidos no país de Putin: racionamento de combustíveis e filas em postos de combustíveis em diversas regiões do país.

Em resposta, o presidente Vladimir Putin sancionou neste sábado (4.jul.2026) alterações no código tributário destinadas a apoiar o mercado doméstico de combustíveis. Segundo a TASS (agência estatal russa), as medidas incluem incentivos fiscais para a produção de gasolina de alta octanagem por meio da mistura de combustíveis.


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