(Reuters) – O governo federal definiu os setores considerados estratégicos que poderão acessar os R$15 bilhões adicionais alocados no programa Brasil Soberano para lidar com os impactos da guerra no Oriente Médio e das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, informou nesta quinta-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Entre os setores elegíveis para receber os recursos estão máquinas, equipamentos e setor automotivo; produtos químicos e farmacêuticos; eletrônicos e equipamentos de informática; aeronáutica e demais equipamentos de transporte; máquinas elétricas, geradores e equipamentos industriais; borracha e plásticos industriais; têxtil e cadeia de transformação associada; e minerais críticos e terras raras, de acordo com a nota do ministério.
Os recursos adicionais, de acordo com o ministério, são oriundos do superávit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e as taxas de juros dos empréstimos deverão ser definidas nesta semana em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
“A medida fortalece cadeias estratégicas e reduz vulnerabilidades externas”, destaca o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
O Brasil Soberano foi criado inicialmente em reação à imposição de tarifas comerciais unilaterais ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Parte dessas tarifas foi eliminada ou reduzida posteriormente, mas alguns setores ainda são afetados.
No mês passado, o governo editou medida provisória estabelecendo R$15 bilhões adicionais em linhas de crédito sob gestão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas exportadoras e relevantes para a balança comercial, no âmbito do programa.
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