Cury propõe a Zema chapa única para disputar a Presidência

Pré-candidato do Avante disse que ambos ficaram “animados” com a possibilidade de uma aliança no 1º turno

O pré-candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, afirmou nesta 5ª feira (30.jul.2026) que conversou com Romeu Zema (Novo), candidato ao Planalto, sobre a possibilidade de os 2 formarem uma chapa única para as eleições de 2026.

Em carta aberta, Cury disse que ambos ficaram “animados” com a perspectiva de uma aliança ainda no 1º turno. Segundo ele, ambos compartilham posições semelhantes sobre responsabilidade fiscal, eficiência da gestão pública e redução da polarização política. “Conversamos sobre a possibilidade de formarmos uma chapa única nestas eleições, e ambos ficamos animados com a perspectiva”, disse.

Apesar do entusiasmo com uma eventual composição, Cury não informou quem ocuparia a vaga de vice, já que ambos têm pontuação parecida nas pesquisas de intenção de voto. Levantamento do PoderData/Aya realizado de 26 a 29 de julho mostra que os 2 oscilam de 3 a 4 pontos percentuais no 1º turno, empatados dentro da margem de erro, de 2 p.p.

Caso a aliança com Zema seja concretizada, Cury disse que pretende montar um governo com gestores da iniciativa privada, economistas e líderes políticos de diferentes partidos. Citou como exemplos os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR), Eduardo Leite (PSD-RS) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), além do ex-ministro Aldo Rebelo, do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

Também afirmou que pretende dialogar com economistas como Marcos Lisboa, Mansueto Almeida, Ilan Goldfajn e Pérsio Arida para elaborar um projeto de governo voltado ao crescimento econômico e à redução das desigualdades.

Eis a íntegra da Carta Aberta de Cury: 

“Tive hoje uma excelente conversa com Romeu Zema, um político que admiro e que é leitor dos meus livros.

“Ambos somos gestores de empresas, construímos trajetórias fora da política tradicional e não dependemos do poder para realizar nossos projetos de vida. Compartilhamos visões próximas, com foco na responsabilidade fiscal, na eficiência da gestão pública, na valorização do empreendedorismo e na construção de um Brasil menos polarizado e mais comprometido com resultados.

“Conversamos sobre a possibilidade de formarmos uma chapa única nestas eleições, e ambos ficamos animados com a perspectiva. Também compartilhei que o nome de Aldo Rebelo tem estado no meu radar para a composição de chapa. Entretanto, há um conflito interno no partido DC que tenho procurado pacificar. Como especialista em solução pacífica de conflitos, entendo que talvez não haja tempo suficiente para que essa pacificação ocorra antes das definições eleitorais. Por isso, conversar com o Zema me alegrou, porque somos críticos dessa guerra de egos em que se tornou a política brasileira, sem focar no que realmente importa. Por exemplo:

  • A dor econômica, pois 80% das famílias estão endividadas;
  • A dor de 32 milhões de neurodivergentes e seus familiares;
  • A necessidade de investimentos em escolas de tempo integral que formem pensadores e não repetidores de dados;
  • A proteção das mulheres, pois a cada 5-6 h ocorre um feminicídio;
  • A dor do agricultor e do comerciante, que pagam, no mínimo, 20% de custo financeiro e têm em torno de 5% de lucratividade. Etc.

“Na hipótese de conseguirmos formalizar uma união de projetos, firmaríamos o compromisso de governar o país reunindo o que o Brasil tem de melhor: grandes gestores da iniciativa privada, notáveis economistas, líderes públicos e governantes com elevada capacidade, como por exemplo: Ratinho Júnior, Eduardo Leite, Ronaldo Caiado, Aldo Rebelo, Paulo Skaf, José Múcio, entre outros.

“Também está no radar dialogar com economistas de grande prestígio e reconhecimento técnico, como Marcos Lisboa, Mansueto Almeida, Ilan Goldfajn, Pérsio Arida e outros especialistas, para construir um projeto de Estado, capaz de tirar o país da paralisia, diminuir a desigualdade e desenvolver a economia.

“O Brasil não precisa de um governo de vaidades, pois na realidade não estamos em dois barcos, mas em barco só: a família brasileira, 213 milhões de seres humanos!”

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