Bacellar é transferido para presídio federal após operação da PF

5ª fase da Unha e Carne cumpriu 3 mandados de prisão; STF determinou bloqueio de R$ 22 milhões em bens dos investigados

A Polícia Federal deflagrou nesta 5ª feira (2.jul.2026) a 5ª fase da operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. Entre as medidas, foi determinada a transferência do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ), para um presídio federal. As informações são do jornalista Caio Ramos, do Metrópoles.

A PF cumpriu um novo mandado de prisão contra ele e o classificou como “criminoso de alta periculosidade”. A ação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre lavagem de dinheiro praticada por organização criminosa. 

O Poder360 entrou em contato com a assessoria da PF para confirmar a transferência, porém não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

OPERAÇÃO UNHA E CARNE

Na operação desta 5ª feira, agentes federais cumpriram 3 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. As diligências ocorreram em duas cidades fluminenses: Rio de Janeiro e São João de Meriti.

As ordens judiciais partiram do Supremo Tribunal Federal, que determinou o bloqueio de cerca de R$ 22 milhões em bens e valores pertencentes aos alvos da investigação.

Segundo a nota da corporação, a deflagração desta fase foi motivada pela análise de documentos apreendidos em etapas anteriores da operação. O material revelou uma contabilidade paralela estruturada para a lavagem de capitais. Os registros também apontam para a suspeita de pagamentos indevidos e doações eleitorais irregulares.

A investigação está relacionada à ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que estabelece diretrizes para operações de segurança pública em comunidades do Rio de Janeiro. Entre outras providências, o STF determinou que a Polícia Federal conduza investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

FASES ANTERIORES

A 1ª fase foi deflagrada em dezembro de 2025 e teve como alvo o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. Segundo a PF, informações sigilosas da operação Zargun, realizada em setembro daquele ano, teriam sido repassadas a investigados, entre eles o ex-deputado TH Joias.

Na 2ª fase, também em dezembro de 2025, a Polícia Federal prendeu o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto. A investigação aponta o possível compartilhamento de informações entre integrantes do Judiciário e agentes políticos.

A 3ª fase foi realizada em março de 2026 e resultou em nova prisão de Rodrigo Bacellar, em Teresópolis (RJ), por decisão do STF, após os desdobramentos da investigação e da cassação de seu mandato.

Na 4ª fase, em maio de 2026, a PF cumpriu mandados relacionados a suspeitas de fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc), com prisões e buscas em diferentes municípios do Estado.


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