Questionado se há receio de uma eventual anulação da decisão, o advogado evitou afirmar qualquer risco direto, mas reconheceu que existe um medo inerente
Duas semanas após o desfecho do julgamento que definiu as condenações no caso Henry Borel, o advogado de Monique Medeiros, Hugo Novais, afirmou, em entrevista exclusiva à repórter Patrícia Teixeira, do portal LeoDias, que há um “medo” da anulação da decisão que concedeu perdão judicial à ex-professora.
Monique deixou a prisão após a conclusão do julgamento, quando teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo por omissão e foi beneficiada com perdão judicial, ficando isenta do cumprimento da pena de 1 ano e 4 meses. Agora em liberdade, a defesa afirma que existe preocupação natural com possíveis desdobramentos no caso.
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Advogado de Monique Medeiros, Hugo Novais, em entrevista ao portal LeoDiasFoto: LeoDias

Advogado de Monique Medeiros, Hugo Novais, em entrevista ao portal LeoDiasFoto: LeoDias

Monique Medeiros após receber o resultado da sentençaReprodução: Portal LeoDias

Monique Medeiros em julgamentoCrédito: Brunno Dantas/TJRJ

Jairinho e Monique MedeirosCrédito: Reprodução

Monique MedeirosFoto: Reprodução/Record

Monique Medeiros em foto para reconhecimento facialDivulgação: Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap)

Monique Medeiros em julgamentoCrédito: Gabriel de Paiva/Agência O Globo

Monique MedeirosFoto: Mauricio Almeida/Estadão Conteúdo

Monique MedeirosCrédito: Domingos Peixoto – Agência O Globo

Monique MedeirosAline Massuca/ Metrópoles

Monique MedeirosImagem: Brunno Dantas/TJRJ/Divulgação
Questionado se há receio de uma eventual anulação da decisão, o advogado evitou afirmar qualquer risco direto, mas reconheceu que o contexto do processo gera apreensão.
“Eu falo com muita franqueza. A Monique está envolvida em todo esse processo, esse procedimento, e sem sombras de dúvidas, o medo, eu tenho certeza absoluta que ele é inerente a qualquer pessoa que trabalhe nesse caso”, declarou Hugo Novais.
O defensor também destacou que o julgamento, que se estendeu por 11 dias no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, representou um trabalho extenso e minucioso, o que, segundo ele, reforça a consistência da decisão judicial.
“Claro que me causaria muita frustração ver o Tribunal de Justiça anular um trabalho feito por uma mulher de maneira tão plena, tão correta, tão constitucional. Por isso que ele demorou 11 dias, porque se ela fosse uma magistrada que violasse direitos, os trabalhos não iriam demorar 11 dias, porque bastava ela começar a interferir uma série de questões, imprimir um ritmo de aceleração e nós não ficaríamos horas e horas, dias e dias fazendo a apresentação das provas para o povo”, afirmou.



