Mesmo emplacando 1ª venda para o país asiático em quase uma década, acordo por 200 aviões ficou abaixo do esperado
As ações da Boeing recuaram 4,73% na 5ª feira (14.mai.2026) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou o acordo para encomenda de 200 aviões fabricados pela companhia norte-americana para aéreas chinesas. O anúncio foi durante entrevista do republicano à Fox News em Pequim.
Apesar de ser um retorno da Boeing à China –o último pedido da Boeing por empresas chinesas foi em 2017– , o número de aviões decepcionou acionistas. A imprensa norte-americana estimava que o acordo seria superior a 500 unidades.
Na entrevista, Trump declarou que o número de aviões ficou acima do esperado. Segundo ele, a Boeing estimava fechar o negócio em 150 e acabou com 200.
“Tivemos uma reunião muito boa, mas queremos coisas deles [chineses]. Uma coisa que ele [Xi Jinping] concordou hoje é em encomendar 200 jatos. Isso é muita coisa, da Boeing. Boeing. 200 jatos grandes. Isso cria muitos empregos, muita coisa mesmo. A Boeing queria 150, e ele conseguiu 200”, disse o norte-americano.
Trump e o presidente chinês, Xi Jinping (Partido Comunista da China), selaram o acordo durante banquete de Estado no Grande Salão do Povo em Pequim. O presidente norte-americano estava acompanhado por uma comitiva de 17 executivos. Entre eles, o presidente da Boeing, Robert Kelly Ortberg.
Mesmo com o recuo nas ações, o resultado acaba sendo positivo para a Boeing, que ao menos retomou o diálogo com autoridades chinesas e abocanhou uma venda que não acontecia há quase uma década. Nesse meio tempo, a empresa viu sua concorrente europeia Airbus ganhar cada vez mais espaço na China. O valor total da transação ainda não foi divulgado.



