PF pediu 7 prisões preventivas na 6ª fase da Compliance Zero; investigação mira grupo ligado ao caso Banco Master
A Polícia Federal deflagrou nesta 5ª feira (14.mai.2026) a 6ª fase da operação Compliance Zero. Segundo a corporação, a apuração envolve fraudes financeiras, circulação irregular de recursos e uso de pessoas e empresas interpostas para realização de pagamentos no âmbito do grupo. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e teve como um dos principais alvos Henrique Moura Vorcaro, pai do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O grupo atuava com intimidações, monitoramento ilegal, obtenção de dados sigilosos e ataques cibernéticos. A investigação aponta a existência de 2 núcleos: “A Turma”, ligado a ameaças e ações presenciais, e “Os Meninos”, responsável por invasões digitais e derrubada de perfis.
A PF pediu a prisão preventiva de 7 investigados. Eis quem são:
- Henrique Moura Vorcaro — pai de Daniel Vorcaro; é apontado pela PF como “demandante, beneficiário e operador financeiro” do grupo;
- David Henrique Alves — identificado como líder do núcleo hacker “Os Meninos”;
- Victor Lima Sedlmaier — investigado por atuar como operador auxiliar do braço digital do grupo;
- Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos — apontado como integrante do núcleo de monitoramento telemático ilegal;
- Manoel Mendes Rodrigues — descrito pela PF como operador do jogo do bicho e articulador de ações intimidatórias no Rio de Janeiro;
- Anderson Wander da Silva Lima — agente da Polícia Federal da ativa suspeito de realizar consultas indevidas em sistemas internos;
- Sebastião Monteiro Júnior — policial federal aposentado apontado como integrante do núcleo “A Turma”.
Além das prisões, a PF solicitou medidas cautelares contra outros investigados. São eles:
- Erlene Nonato Lacerda;
- Helder Alves de Lima;
- Katherine Venâncio Telles;
- Valéria Vieira Pereira da Silva — delegada da PF suspeita de repassar informações sigilosas;
- Francisco José Pereira da Silva — agente aposentado investigado por acesso indevido a dados reservados;
- Marilson Roseno da Silva — apontado pela PF como líder operacional da “Turma”.
Segundo a decisão, a PF também identificou a participação de policiais da ativa e aposentados no esquema investigado. A corporação afirma ainda que empresas e pessoas interpostas foram usadas para circulação de recursos e pagamentos do grupo.
COMPLIANCE ZERO
A operação Compliance Zero investiga uma suposta organização criminosa ligada ao caso Banco Master. A apuração envolve suspeitas de fraudes financeiras, circulação irregular de recursos e uso de pessoas e empresas interpostas para pagamentos do grupo. A fase deflagrada nesta 5ª feira (14.mai) é a 6ª etapa da operação.
Segundo a PF, ela mira uma estrutura paralela que teria atuado com intimidações, monitoramento ilegal, obtenção de dados sigilosos e ataques cibernéticos contra pessoas consideradas adversárias do grupo investigado.
A nova fase teve como um dos principais alvos Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Também estão entre os investigados policiais federais da ativa e aposentados suspeitos de acessar ou repassar informações sigilosas.




