Fabricante de aviões faturou R$ 7,6 bilhões de janeiro a março, alta de 18% em relação ao mesmo período de 2025
A Embraer registrou sua maior receita líquida para um 1º trimestre no período de janeiro a março de 2026. A fabricante brasileira de aeronaves faturou R$ 7,6 bilhões, alta de 18% na comparação com o mesmo período de 2025.
O resultado foi puxado pela aviação executiva, que registrou receita de R$ 2,2 bilhões –alta de 17% na comparação anual–, e pelo segmento de Defesa & Segurança, que avançou 47%, para R$ 1,2 bilhão. A empresa divulgou os resultados do 1º trimestre nesta 6ª feira (8.mai.2026). Leia a íntegra do balanço (PDF – 6 MB).
Apesar do recorde de receita líquida, a Embraer teve queda de 51% no lucro líquido ajustado, que ficou em R$ 145,4 milhões. Associou o resultado às tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, principal destino das suas aeronaves. Também reportou margens menores na aviação comercial e despesas maiores na executiva.
Segundo a companhia, as tarifas norte-americanas custaram US$ 13 milhões durante o 1º trimestre. A empresa não pode passar esse custo aos clientes, porque trabalha com preços fixados previamente em contrato. Para o 2º trimestre, projeta gastos de pelo menos U$ 11 milhões com tarifas.
O Ebitda (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustado atingiu R$ 749,4 milhões de janeiro a março, crescimento de 18,8% na comparação anual.
ENTREGAS TAMBÉM BATEM RECORDE
O número de aeronaves entregues pela Embraer foi o maior para um único trimestre nos últimos 10 anos. Foram 44 aeronaves, alta de 47% em relação às 30 do 1º trimestre de 2025.
A companhia entregou no período 10 jatos comerciais, 29 jatos executivos (16 modelos leves e 13 médios) e 5 aeronaves militares, incluindo 1 KC-390 Millennium e 4 A-29 Super Tucano.
A carteira de pedidos firmes atingiu R$ 32 bilhões, com avanço de 21,6% na comparação anual. Foi o 6º recorde consecutivo para o conjunto de pedidos de clientes que aguardam produção. O resultado foi puxado pelas encomendas do segmento de Aviação Comercial, que registraram alta de 50%.
A empresa manteve as estimativas das entregas para o ano de 2026: de 80 a 85 aeronaves comerciais e de 160 a 170 jatos executivos ao longo do ano.




