Pré-candidato afirma que venda de estatais pode transferir ativos estratégicos para empresas chinesas
O pré-candidato à Presidência Aldo Rebelo (DC) chamou o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) de “desinformado” e “desqualificado” ao criticar as propostas de privatização de estatais brasileiras, como o Banco do Brasil e a Petrobras. Em um vídeo publicado nesta 6ª feira (8.mai.2026) em seu perfil no Instagram, Rebelo afirmou que a venda dessas empresas poderia transferir ativos nacionais estratégicos para grupos estrangeiros, especialmente estatais chinesas.
“Vai vender o Banco do Brasil para quem? Porque, se você o coloca à venda, não vai escolher o comprador”, disse. Segundo o ex-ministro, empresas chinesas têm hoje maior capacidade financeira e de investimento para disputar ativos no mercado internacional. “Nós não privatizaríamos a Petrobras. Transformaríamos um ativo estatal brasileiro em um ativo estatal chinês”, afirmou.
Rebelo criticou o que classificou como desconhecimento sobre a dinâmica econômica internacional. Ele disse que propostas de privatização ignoram o avanço do capital chinês em setores estratégicos da economia brasileira e afirmou que o país “não pode cometer essa estupidez”.
O pré-candidato Romeu Zema tem defendido com frequência a privatização de estatais como forma de reduzir a dívida pública brasileira. Em entrevista ao Canal Livre, no dia 3 de maio, e durante encontro com empresários na região da avenida Faria Lima, em São Paulo, em 29 de abril, o político do Novo afirmou que pretende vender empresas públicas e usar os recursos para abater a dívida do país e reduzir os juros.
Zema também defendeu reformas administrativa e da Previdência e afirmou que o país poderia economizar cerca de R$ 10 trilhões em 20 anos. Segundo ele, medidas semelhantes foram adotadas durante sua gestão em Minas Gerais.
O ex-governador tentou privatizar a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), mas a proposta não avançou. Ele afirmou ainda que a desestatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) é “questão de tempo” e argumentou que as privatizações ampliam investimentos e melhoram os serviços.




