Presidente chinês telefonou para o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salma, na 2ª feira (20.abr)
O presidente da China, Xi Jinping, defendeu, na 2ª feira (20.abr.2026), a imediata reabertura do estreito de Ormuz. A declaração se deu a poucos dias do fim da trégua entre os Estados Unidos e o Irã. O governo iraniano voltou a fechar a região no sábado (18.abr).
Em conversa por telefone com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, o líder chinês afirmou que a estabilidade da via marítima é vital para o fluxo energético global e para a segurança do comércio internacional.
“O estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação normal, o que é do interesse comum dos países da região e da comunidade internacional”, disse Xi Jiping durante o telefonema, segundo informações da agência estatal chinesa Xinhua.
Pequim, que mantém uma posição de neutralidade estratégica enquanto consolida sua influência no Oriente Médio, busca evitar que o bloqueio da região comprometa seu suprimento de petróleo.
O estreito de Ormuz é o principal gargalo logístico para o escoamento do óleo bruto produzido pelos países do Golfo.
Embora exista uma sinalização de cessar-fogo entre as forças norte-americanas e iranianas, o clima de desconfiança persiste. Estava prevista uma reunião entre representantes dos EUA e do Irã na 2ª feira (20.abr), mas Teerã recusou o encontro.
O governo chinês teme que qualquer erro de cálculo nas águas do Golfo resulte em um novo pico nos preços das commodities, o que impactaria diretamente a economia interna do país.




