Ministério do Interior afirma que brasileiras confessaram gravações para ganhar visualizações nas redes
A influenciadora digital Malévola Alves foi detida no Egito nesta terça-feira (20/10) por “comportamento obsceno” e gestos de cunho sexual. Vídeos da brasileira e uma amiga interagindo com egípcios viralizaram nas redes sociais nas últimas horas. Os conteúdos mostram elas beijando e apalpando homens dentro de um carro e na rua.
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Segundo comunicado do Ministério do Interior egípcio, Malévola e sua amiga foram identificadas após uma investigação e foram detidas na província de Alexandria, a cerca de 200 km do Cairo, capital do Egito. “Após uma investigação sobre as circunstâncias de vídeos que circularam nas redes sociais, nos quais duas turistas (estrangeiras) aparecem adotando comportamentos obscenos e exibicionistas, fazendo gestos de cunho sexual e importunando transeuntes em vias públicas de diversas províncias, as autoridades conseguiram identificar e deter as duas mulheres em Alexandria”, diz trecho do comunicado, publicado em árabe.
“Ao serem interrogadas, as mulheres confessaram os atos, admitindo que gravaram as imagens e as publicaram em suas redes sociais com o objetivo de aumentar o número de visualizações. As medidas legais foram tomadas e o Ministério Público assumiu a condução da investigação”, completou o órgão. Antes do anúncio das autoridades, Malévola contou nas redes sociais que ela e a amiga haviam sido levadas a uma delegacia durante um passeio por Alexandria. Segundo o relato, os policiais ficaram com os passaportes das duas e perguntaram sobre suas identidades de gênero. Malévola é uma mulher trans.
As autoridades egípcias afirmaram que as duas brasileiras confessaram ter gravado e publicado os vídeos nas redes sociais para aumentar o número de visualizações.
A legislação do país não condena expressamente a homo ou a transsexualidade, como em outros países do mundo árabe. O Egito, porém, tem um histórico de repressão à população LGBTQIA+. As autoridades recorrem a leis sobre moralidade pública e proteção dos valores familiares para investigar, processar e deter pessoas da comunidade. A defesa da influenciadora informou que já está em contato com a Embaixada do Brasil no Cairo.
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Até o fechamento, não há informação sobre a data prevista para a audiência no Ministério Público egípcio nem sobre a possibilidade de fiança. Também não constam detalhes sobre a situação atual dos passaportes das duas brasileiras nem sobre eventuais medidas consulares adicionais solicitadas pelo Itamaraty.











