Pré-candidato à Presidência afirmou que pasta de agricultura cometeu erro no processo burocrático para liberar exportações brasileiras ao bloco
O ex-governador do Goiás e pré-candidato ao Planalto, Ronaldo Caiado, (PSD), afirmou nesta 4ª feira (10.jun.2026) que o Ministério da Agricultura falhou no processo burocrático para liberar as exportações de carne bovina para a União Europeia. Com o veto do bloco, os produtores brasileiros ficam impedidos de vender para o mercado europeu a partir de 3 de setembro.
“Em relação a este bloqueio nas exportações brasileiras de carne bovina, como também de peixe, de ovos, também nessa parte do mel, e que realmente acredito ter uma falha ali na parte burocrática do Ministério da Agricultura e que infelizmente está configurando um bloqueio nessas exportações brasileira”, afirmou em entrevista a jornalistas.
A restrição da União Europeia decorre da falta de garantias de que o país não emprega antimicrobianos na criação de animais. Essas substâncias são usadas para prevenir e tratar doenças, mas também podem ser administradas para acelerar o crescimento e aumentar a produtividade do rebanho.
As normas europeias proíbem o uso de antimicrobianos com finalidade de promoção de crescimento ou ganho de produtividade. Também vedam o emprego, na pecuária, de medicamentos classificados como críticos para a saúde humana.
Caiado acompanhou o senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, em um encontro na Delegação da União Europeia em Brasília. Pediram a moderação do bloco para derrubar as restrições impostas pelo bloco.
O evento reuniu embaixadores de países da União Europeia, EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) e o presidente nacional do PSD (Partido Social Democrático), Gilberto Kassab.
A principal pauta da reunião foi o impacto das novas exigências sanitárias europeias sobre produtos brasileiros.
“Esse quadro precisa ter uma visão internacional. O problema local não pode ser resolvido penalizando outros países. Essa foi a minha posição hoje, muito clara aqui na União Europeia, pedindo a eles também que revejam essa posição”, declarou Caiado.
A reunião também abordou o avanço de organizações criminosas nas fronteiras e em outros países. A expansão das facções criminosas brasileiras preocupa os governos estrangeiros.
VETO AO AGRO
A exclusão tem impacto direto de mais de R$ 9 bilhões nas vendas do agronegócio brasileiro. A UE é hoje o 2º maior mercado comprador de carnes do Brasil, atrás apenas da China.
Os demais países do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai) seguem autorizados a exportar carne bovina para a União Europeia.



