Thomaz Henrique diz que religioso usou dinheiro da Paróquia de São Miguel Arcanjo para pagar custas de processo judicial
A Arquidiocese de São Paulo recebeu uma representação canônica na 6ª feira (8.mai.2026) contra o padre Júlio Lancellotti, pároco da Paróquia de São Miguel Arcanjo, na Mooca, em São Paulo. O vereador Thomaz Henrique (PL), de São José do Campos, acusa o religioso de ter usado recursos financeiros da paróquia para pagar despesas de um processo judicial.
O vereador afirma ter identificado transferências feitas pela conta da Paróquia de São Miguel Arcanjo para o pagamento de custas processuais de uma ação movida por Lancellotti.
Os pagamentos questionados referem-se a duas guias de Dare (Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais). A 1ª, no valor de R$ 450, foi quitada em fevereiro de 2025. A 2ª, de R$ 1.200, foi paga em novembro do mesmo ano.
As custas processuais são de uma ação que Júlio Lancellotti moveu contra a vereadora Janaina Ballaris (União Brasil), de Praia Grande. O padre processou a vereadora por calúnia e difamação. A ação solicitava indenização de R$ 30.000 por danos morais.
A vereadora associou o padre a um assistencialismo midiático em uma entrevista. O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou o pedido de indenização formulado pelo religioso.
A Arquidiocese de São Paulo disse que o conteúdo será analisado “oportunamente” pela a instituição.
“Seu conteúdo será analisado oportunamente pelas instâncias competentes da Arquidiocese de São Paulo”, disse em nota.
O Poder360 entrou em contato com o padre Júlio Lancellotti via aplicativo de mensagem, mas não obteve resposta até o momento.
Eis a íntegra da nota da Arquidiocese de São Paulo:
“A Cúria Metropolitana de São Paulo recebeu, na sexta-feira, 8 de maio, uma representação canônica encaminhada pelo vereador Thomaz Henrique referente ao Padre Júlio Lancellotti.
“Seu conteúdo será analisado oportunamente pelas instâncias competentes da Arquidiocese de São Paulo.”



