Presidente flexibiliza posição anterior e sinaliza disposição para acordo que permita enriquecimento de urânio no futuro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou nesta 6ª feira (15.mai.2026) que aceitaria uma suspensão de 20 anos do programa nuclear do Irã para fechar um acordo de cessar-fogo e encerrar a guerra. O mandatário deu a declaração a bordo do Air Force One, durante o voo de retorno de uma visita de Estado a Pequim.
O presidente sinalizou disposição para aceitar que o Irã volte a enriquecer urânio no futuro, desde que o nível de garantia da suspensão temporária seja considerado suficiente pelos norte-americanos. A posição representa uma flexibilização de Washington, que antes negava aceitar qualquer solução diferente da rendição completa e do encerramento permanente do programa nuclear iraniano.
“Eles concordaram plenamente que não haverá armas nucleares e, se tiverem alguma arma nuclear, de qualquer forma, não vou ler o resto [do acordo]. Vinte anos são suficientes. Mas o nível de garantia deles é, em outras palavras, de que precisa ser de fato 20 anos”, afirmou.
Além disso, Trump disse que autoridades iranianas conversaram diretamente com ele sobre questões técnicas relacionadas à remoção de material nuclear. O presidente insiste em limitar o acesso iraniano aos resíduos de urânio enriquecido a 60% que teriam ficado soterrados em instalações nucleares depois dos bombardeios dos Estados Unidos.
“Nem estamos falando sobre o pó nuclear [sic]. Criei o termo que parece ter pegado. Estou falando porque eles não removeriam. Eles disseram que não podem remover porque não têm a tecnologia para remover. Eles não têm o tipo de tratores”, declarou.
Trump perde a paciência
Trump disse na 5ª feira (14.mai.2026) que sua paciência com o Irã “está se esgotando” ao discutir a guerra no Oriente Médio com o presidente chinês, Xi Jinping (PCCh).
Segundo a Casa Branca, Trump e Xi concordaram, durante conversas em Pequim, sobre a necessidade de manter o estreito de Ormuz aberto. O Irã fechou a rota marítima em resposta aos ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos, iniciados em 28 de fevereiro. O bloqueio da via provocou interrupção sem precedentes no fornecimento global de energia.



