Declaração financeira mostra receitas com venda de tokens e royalties de memecoins no 1º ano de seu retorno à Presidência
Donald Trump (Partido Republicano) recebeu mais de US$ 1,16 bilhão em 2025 com vendas de criptoativos e royalties de memecoins em 2025, ano em que voltou à Presidência dos Estados Unidos. Os dados constam em uma declaração financeira divulgada na 3ª feira (30.jun.2026) pelo Escritório de Ética Governamental dos EUA.
Segundo o jornalista Alex Rogers, do Financial Times, o republicano declarou US$ 526,8 milhões com a venda de tokens da World Liberty Financial, empresa de cripto ligada à família Trump. Também informou US$ 635 milhões em royalties de um acordo de licenciamento com a Celebration Coins, grupo associado a moedas digitais do tipo meme.
A declaração mostra ainda que Trump mantém 15,75 bilhões de tokens da World Liberty Financial. Os ativos são avaliados em cerca de US$ 900 milhões, apesar da queda no valor ao longo do último ano.
Parte das receitas da World Liberty Financial foi recebida em criptoativos. Mais de US$ 33 milhões foram em bitcoin, enquanto mais de US$ 150 milhões passaram pela blockchain Ethereum.
Segundo o jornalista Rob Wile, da NBC News, os ganhos totais de Trump com cripto chegaram a cerca de US$ 1,4 bilhão em 2025. Os dados foram apresentados em um documento de 927 páginas. Eis a íntegra, em inglês (PDF – 7,93 mB). Como comparação, o último formulário financeiro de Barack Obama (Partido Democrata) tinha 8 páginas, e o de Joe Biden (Partido Democrata), 11.
De acordo com o jornalista Dara Kerr, do The Guardian, os negócios de cripto de Trump ganharam peso em relação ao portfólio imobiliário do republicano, construído ao longo de décadas. O jornal atribui a expansão do setor a investidores bilionários e à mudança na política do governo norte-americano para a indústria de ativos digitais.
Durante a campanha de 2024, Trump prometeu transformar os Estados Unidos na “superpotência do bitcoin”. Depois de assumir o cargo, substituiu Gary Gensler, então presidente da SEC, por Paul Atkins, defensor do setor de criptoativos. A SEC é o órgão equivalente à CVM no Brasil.
A Casa Branca negou conflito de interesses. A porta-voz Anna Kelly disse que nem Trump nem sua família “jamais se envolveram ou se envolverão” em conflito de interesses.
A Trump Organization também defendeu a declaração financeira. Em nota citada pela NBC News, a empresa afirmou que o documento mostra uma “forte posição financeira”, com ativos de valor, liquidez e balanço conservador.
A declaração também informa outras receitas de Trump, incluindo US$ 4,7 milhões com royalties de relógios, US$ 67.634 com tênis e fragrâncias e US$ 35.920 com uma guitarra “45”.
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