Presidente afirmou que bloco multou injustamente Google, Apple, Meta e Amazon e exigiu reversão das penalidades
O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou que vai abrir uma investigação comercial contra a União Europeia, com base na Seção 301 da Lei Comercial norte-americana. Nesta 6ª feira (24.jul.2026), o republicano disse que o bloco aplicou multas injustas contra big techs como Google, Apple, Meta e Amazon.
“Iniciaremos imediatamente uma Investigação 301 sobre a prática de roubar empresas americanas e, por sua vez, o contribuinte americano. A União Europeia pagará um preço muito alto por essa conduta ilegal e altamente antiética, sobre a qual eu os tenho constantemente alertado”, afirmou o presidente.
O anúncio foi feito 1 dia depois de a UE impor ao Google uma multa de 890 milhões de euros. A Comissão Europeia concluiu que a empresa violou regulações antitruste digitais ao configurar o Google Play e seu mecanismo de busca para direcionar consumidores aos próprios serviços e aplicativos, em detrimento de concorrentes.
Trump disse que já havia “alertado” a UE sobre a prática de multar companhias norte-americanas. O presidente tem a intenção de aplicar novas tarifas sobre o comércio com o bloco.

Na 5ª feira (23.jul), a Casa Branca anunciou tarifas que variam de 10% a 12,5% sobre importações de 85 países e Hong Kong (que é uma região administrativa da China), incluindo sobre integrantes do bloco europeu. Segundo o USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), o grupo falhou em proibir ou fiscalizar de forma efetiva a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Nos produtos dos 27 países da UE, a soma da tarifa normal de importação com a nova cobrança será limitada a 10%. Se a tarifa normal já for igual ou superior a 10%, não haverá cobrança adicional pela Seção 301.
As novas tarifas serão implementadas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o mesmo dispositivo invocado pelos EUA para sobretaxar o Brasil. O texto permite ao presidente impor taxas de importação e outras sanções contra países identificados como praticantes de condutas “injustificáveis”, “não razoáveis” ou “discriminatórias” em comércio.
A alegação dos EUA é que os países afetados pelas novas tarifas se valem de “trabalho forçado” na produção de itens que depois são vendidos no mercado norte-americano com preços menores. Na visão do governo dos EUA, tal prática causa uma assimetria comercial a favor dos produtores desses países, que têm custos mais baixos por causa do “trabalho forçado”.

