STF julga se prefeito de Sorocaba pode continuar no cargo

Investigado pela operação Copia e Cola, Rodrigo Manga, ficou afastado da prefeitura por 145 dias; retornou em 31 de março

O Supremo Tribunal Federal começa a julgar nesta 6ª feira (1º.mai.2026) se o prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), pode permanecer no cargo. Conhecido como “prefeito tiktoker” por sua atuação nas redes sociais, Manga foi afastado em 6 de novembro de 2025, durante a 2ª fase da operação Copia e Cola, conduzida pela Polícia Federal para investigar irregularidades em contratos da saúde no município.

Depois de 145 dias de afastamento, o prefeito retornou ao cargo por decisão provisória do ministro Nunes Marques, em 31 de março.

O julgamento ocorre no plenário virtual e deve ser concluído em 11 de maio. O relator do caso é o ministro Nunes Marques, e a decisão final definirá se o prefeito continua no cargo ou se será afastado novamente.

O afastamento determinado pelo TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) tinha duração de 180 dias. O prazo termina na 2ª feira (4.mai.2026). Se esse período expirar antes da conclusão da análise pela 2ª Turma, o processo pode perder o objeto.

Nessa hipótese, o STF encerraria o processo sem avaliar se a decisão que suspendeu o afastamento estava correta.

Tramitação do caso na Justiça

O pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Manga foi rejeitado pelo TRF-3 e pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). O TRF-3 determinou o afastamento do prefeito como medida para preservar as investigações, decisão mantida pelo STJ.

Ao analisar o caso, Nunes Marques concedeu liminar que permitiu o retorno de Manga ao cargo e liberou seu acesso a prédios públicos. O ministro avaliou que o afastamento representava “intervenção excessiva na esfera política e administrativa do município de Sorocaba”.

Na ocasião, Manga declarou: “Mais uma vez, o STF mostra-se defensor dos direitos políticos e do povo”.

A decisão provisória está em vigor e precisa ser confirmada pelos demais ministros da 2ª Turma.

Denúncia do MPF

Em fevereiro, o MPF (Ministério Público Federal) denunciou Manga, sua mulher, Sirlange, e outras 11 pessoas sob suspeita de participação em um esquema de desvio de recursos públicos na área da saúde. A acusação envolve contratos firmados entre a prefeitura e a organização social Iase (Instituto de Atenção à Saúde e Educação).

Na denúncia, o MPF atribui ao prefeito os crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Segundo os procuradores, Manga era “peça-chave” de uma organização criminosa estruturada para desviar verbas municipais por meio de contratos direcionados ao Iase.


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