O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu neste sábado (11/7) substituir a prisão preventiva do pastor Márcio Poncio pelo regime domiciliar. A medida foi acompanhada da imposição de diversas restrições, incluindo o monitoramento por tornozeleira eletrônica.
A decisão leva em consideração as condições de saúde do investigado. Conforme o despacho, Poncio enfrenta um quadro de retocolite ulcerativa em estágio grave, já foi submetido à retirada do intestino grosso e do reto e necessita de acompanhamento médico permanente. Moraes também citou a gestação de alto risco da esposa do pastor como um dos fatores que justificam a concessão da prisão domiciliar.
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Pastor Márcio PoncioReprodução: Instagram/@marcioponcio

Sarah Poncio e Márcio PoncioFoto: Reprodução/Instagram @sarah

Sarah Poncio e Márcio PoncioFoto: Reprodução/Instagram @sarah

Sarah Poncio e Márcio PoncioFoto: Reprodução/Instagram @sarah

Márcio PoncioReprodução: Instagram/@marcioponcio

Márcio Poncio com o filho, SauloReprodução: Instagram/@marcioponcio

Márcio PoncioReprodução / Instagram

Simone Poncio está grávida de MárcioCrédito: Reprodução Instagram @simoneponciooficial

Simone Poncio está grávida de MárcioReprodução: Instagram/@prmarcioponcio

Sarah Poncio e Márcio Poncio (Foto: Reprodução/Instagram)
Márcio Poncio foi detido pela Polícia Federal na quinta-feira (2/7), durante a quinta etapa da Operação Unha e Carne. Na mesma ofensiva, também tiveram mandados de prisão cumpridos o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ambos já presos anteriormente. A investigação apura um suposto esquema envolvendo repasses financeiros do jogo do bicho e da “Máfia do Cigarro” para agentes públicos.
No momento da prisão, os policiais localizaram o pastor em um flat situado na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Além de liderar a Igreja da Nuvem e atuar como empresário, Márcio Poncio é pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio, que integrou a dupla UM44K.
Além da obrigação de permanecer em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, o ministro determinou que Poncio não mantenha qualquer tipo de contato com os demais investigados, seja de forma presencial ou por meios de comunicação. Ele também está proibido de utilizar redes sociais. A decisão ainda estabelece o recolhimento de seus passaportes e a suspensão imediata de eventuais registros de porte de arma de fogo em seu nome.
Márcio Poncio é investigado por suspeita de envolvimento com a “Máfia do Cigarro”. Já Adilsinho, considerado uma das principais lideranças do jogo do bicho no Rio de Janeiro, é apontado pelas investigações como chefe da organização criminosa.
Segundo a Polícia Federal, a atual fase da Operação Unha e Carne tem como objetivo aprofundar as investigações sobre indícios de lavagem de dinheiro atribuídos à nova cúpula do jogo do bicho, além de verificar possíveis conexões do grupo com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo fluminenses.
Investigações
A quinta etapa da Operação Unha e Carne tem origem na Operação Fumus, deflagrada em junho de 2021 para investigar o controle do mercado de cigarros na região metropolitana do Rio de Janeiro. Na ocasião, Adilsinho também era alvo da operação, mas não foi localizado pelos agentes.
Durante aquela investigação, a Polícia Federal apreendeu planilhas contendo “supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais”.
“As listas chamaram a atenção dos investigadores por possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do RJ”, explicou.
Levantamento da TV Globo apontou que, ao menos, 20 políticos passaram a ser investigados por suspeita de receber pagamentos mensais de Adilsinho.
A prisão do contraventor ocorreu apenas em fevereiro deste ano, quase cinco anos após o início das investigações. Ele foi localizado em Cabo Frio após um trabalho de monitoramento realizado com drones.
Em abril, o ministro Gilmar Mendes, também do Supremo Tribunal Federal, afirmou ter recebido de um diretor da Polícia Federal informações de que mais de 30 deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro estariam recebendo mesadas oriundas do jogo do bicho.



