Albertinho Maluf diz que aceitará “o desafio de representar o malufismo” e apresenta propostas em segurança, saúde e educação
O empresário Albertinho Maluf (PP-SP) anunciou neste domingo (3.mai.2026) sua pré-candidatura a deputado estadual por São Paulo. A decisão foi tomada depois de conversas com o tio, o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo Paulo Maluf, além de familiares, amigos, prefeitos, vereadores e lideranças políticas. “Decidi que aceitarei, sim, o desafio de representar o malufismo nesta eleição”, afirmou o empresário em seu perfil oficial no X.
Apesar de se apresentar como sobrinho de Maluf, Albertinho é primo do político. Sua bisavó era tia de Salim Farah Maluf, pai do ex-prefeito. O malufismo é uma corrente política de direita que surgiu em São Paulo no final do regime militar.
“Sei da responsabilidade e do tamanho do desafio de carregar, nesta eleição, o nome do maior homem público que este estado já viu, aquele que mais fez por São Paulo: Paulo Salim Maluf. Tenho o maior orgulho do mundo de quem ele é como homem público e de carregar em minhas veias o DNA Maluf”, afirmou o empresário.
O pré-candidato apresentou propostas nas áreas de segurança pública, saúde, educação e economia. As medidas incluem combate à violência, defesa dos direitos do cidadão, investimentos em saúde, educação de qualidade desde a primeira infância até o ensino superior e geração de empregos.
Albertinho também citou redução de impostos, defesa do micro e médio empreendedor, construção de moradias e obras de infraestrutura. Ele afirmou que esses tópicos serão desenvolvidos e aprimorados para construir um plano para São Paulo.
Na publicação, o político destacou que o período atual ainda é pré-eleitoral. As convenções partidárias serão em julho de 2026, quando a eleição começará de fato. Até lá, serão buscadas as melhores ideias para São Paulo, disse.
O texto foi republicado por Paulo Maluf no X.

MALUFISMO
O malufismo nasceu durante a época da ditadura militar, um período em que o regime buscava legitimar seu poder através de um crescimento econômico acelerado. Paulo Maluf foi nomeado governador sem passar pelo voto popular, biônico, focado em construir túneis, viadutos e hospitais
Com o retorno da democracia, esse estilo não desapareceu; pelo contrário, transformou-se em uma marca registrada da política em São Paulo, consolidando a mentalidade do “rouba, mas faz”.
Essa ideia acabou criando um dilema ético no eleitorado, onde uma parcela da população priorizava a infraestrutura concreta e os benefícios imediatos em detrimento da lisura na gestão dos recursos públicos.
Em 2017, Paulo Maluf foi condenado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão por lavagem de dinheiro. O político foi denunciado pelo Ministério Público Federal por usar contas no exterior para movimentar recursos desviados da Prefeitura de São Paulo, durante seu 2º mandato à frente da cidade, entre 1993 e 1997. O 1º foi entre 1969 e 1971.
Maluf foi governador entre 1979 e 1983. Os 2 primeiros mandatos executivos (prefeito 1969-1971 e governador 1979-1982) foram sob o regime militar (1964-1985).



