Sem poder usar sobrenome de Bolsonaro, Hélio Lopes perde eleição para senador por RR

Proibido de usar o sobrenome de Bolsonaro na disputa, Hélio Lopes (PL) não foi eleito senador em Roraima nas eleições de 2026. O deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro em 2022 decidiu concorrer ao Senado Federal pelo estado da Região Norte, mas não conseguiu garantir uma vaga na casa. Com os 13,07% dos votos, o candidato, muito próximo da família Bolsonaro, ficou apenas em quinto lugar na disputa. Os eleitos foram e Nicoletti (PL) com 22,88% e Teresa Surita (MDB) com 19,21%. 

No fim de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) proibiu Lopes de usar o sobrenome do ex-presidente na urna e durante a campanha. De “Hélio Bolsonaro”, o nome do candidato na urna foi para “Hélio Fernando Barbosa Lopes”.

Segundo o g1, no processo, o candidato defendeu a manutenção do nome “Hélio Bolsonaro” e afirmou ter autorização de Flávio Bolsonaro para utilizar o sobrenome. O Ministério Público Eleitoral também foi contra o candidato usar o nome. De acordo com o parecer citado na decisão, isso poderia gerar dúvida sobre a identidade do candidato e proporcionar uma vantagem eleitoral por associação, o chamado “efeito carona”.

Hélio alegou que a Justiça Eleitoral já havia autorizado, em eleições anteriores, o uso do mesmo sobrenome por outro candidato. Ele afirmou ainda que não havia, nas eleições de 2026 em Roraima, candidato ao cargo majoritário estadual utilizando o sobrenome Bolsonaro e que uma decisão diferente violaria os princípios da isonomia e da uniformização da jurisprudência. A relatoria, no entanto, rejeitou os argumentos.

Mudança de domicílio eleitoral

Com a candidatura bancada pela família bolsonarista, Lopes ocupava uma vaga na Câmara dos Deputados Federais pelo Rio de Janeiro e concorria pelo estado, mas mudou o domicílio eleitoral para Roraima a fim de concorrer uma vaga ao senado.

Na época, a mudança foi mal recebida por lideranças locais. Em nota, o diretório estadual do PL disse ter sido surpreendido pela decisão e afirmou que o estado “exige representação” com “conhecimento de sua dinâmica política, social e econômica” e “vínculo efetivo” com a população.

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Hélio é aliado e amigo de Jair Bolsonaro há mais de 30 anos. Os dois se conheceram em 1991, quando Hélio entrou para o Exército. Em 2018, com apoio do então candidato à Presidência, adotou o nome de urna “Hélio Bolsonaro” e foi o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro, com 345.234 votos. Em 2022, foi reeleito.

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