Ala do partido quer que o substituto seja da legenda; Edinho Silva cita Kalil, Jarbas Soares e filho de José Alencar como opções
O PT agora fala de forma aberta que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) não será o candidato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais. A sigla abriu conversas para encontrar um substituto. Internamente, uma ala do partido defende que o nome precisa ser petista, mas o presidente nacional da legenda, Edinho Silva, já coloca no radar nomes de outras legendas.
O presidente nacional do PT afastou publicamente a ex-deputada Marília Campos (PT-MG) como candidata ao governo do Estado. Segundo ele, Marília terá papel relevante na eleição, mas como candidata ao Senado. Edinho falou a jornalistas durante a cerimônia de posse de Odair Cunha, 1º petista à frente do TCU.
No lugar de Pacheco, o partido avalia 2 nomes com trânsito no PSB e aprovação do próprio senador. São eles o empresário Josué Gomes da Silva (PSB), filho do ex-vice-presidente José Alencar e próximo a Lula, e o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares.
O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) também permanece no radar, apesar de resistências internas.
Edinho Silva disse que a prioridade agora é ouvir os aliados antes de bater o martelo. Ele citou todos os nomes acima em avaliação, mas deixou claro que a decisão será coletiva. “Nós temos que conversar com os aliados, nós temos uma aliança nacional. Mesmo se for uma candidatura própria, temos que ouvir os aliados”, afirmou.
O presidente do partido também afirmou que soube da desistência de Pacheco diretamente do senador, em reunião presencial. “Tive uma reunião no apartamento dele, onde ele me disse que não é candidato”, disse, sinalizando que trata a decisão como definitiva, mesmo diante de aliados que ainda tentam reverter o quadro.
Lula quer encontro
A condição imposta por Pacheco –de que Lula se envolva ativamente na campanha em Minas– foi recebida pelos petistas como algo desnecessário de se formalizar. Uma reunião entre Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Pacheco para selar o desfecho ainda não aconteceu. O presidente quer o encontro, mas a agenda segue sem data confirmada.
Enquanto o presidente nacional do PT articula os nomes pelo lado nacional, a presidente da legenda em Minas, a deputada estadual Leninha, conduz conversas paralelas.
Outros petistas defendem uma candidatura própria. Segundo essa ala, a saída precisa garantir um ideologicamente definido para a reeleição presidencial.



