Como outra alternativa, Governo do Distrito Federal estuda captar com securitização da dívida ativa
O BRB (Banco de Brasília) realiza nesta 4ª feira (22.abr.2026) uma assembleia geral de acionistas para aprovar um aumento de capital. A medida é necessária para resolver problemas de desenquadramento nas regras do BC (Banco Central).
As alternativas envolvem um empréstimo com o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e securitização da dívida ativa.
O banco já deu um passo ao firmar acordo com a Quadra Capital para a venda de carteiras de crédito do Banco Master, o que ajuda a melhorar a liquidez no curto prazo. Entretanto, não resolve totalmente os problemas.
A principal estratégia envolve o GDF (Governo do Distrito Federal), controlador do banco, que tenta levantar até R$ 6,6 bilhões. O montante viria de um empréstimo do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e de um grupo de bancos, mas as negociações ainda não avançaram de forma decisiva.
SECURITIZAÇÃO DA DÍVIDA
Também ganhou força a possibilidade de usar a dívida ativa do DF. Nesse modelo, o GDF reúne créditos tributários a receber (como impostos atrasados), transforma esses valores em títulos financeiros –por meio de um fundo ou debêntures– e os vende a investidores.
Com isso, consegue captar recursos imediatos e reduzir a necessidade de empréstimos, embora abra mão de parte do valor que só seria recebido no futuro.
Entretanto, há dúvidas sobre a capacidade de o DF contrair dívidas sem aval da União e o fato de a operação ocorrer perto do fim do mandato. Isso pode transferir obrigações para a próxima gestão.
MEDIDAS MAIS DRÁSTICAS
O prazo considerado para solucionar a situação é 29 de maio. Caso não haja avanço, medidas mais drásticas podem entrar em discussão, como a privatização do banco, rejeitada pelo governo local, ou a federalização, que não conta com apoio do governo federal no momento.



