Levantamento do Transfermarkt mostra que sete brasileiros elevaram o valor de mercado durante a primeira fase da Copa do Mundo, com os atacantes liderando as maiores valorizações
A campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo também tem refletido fora das quatro linhas. De acordo com a atualização dos valores de mercado do Transfermarkt, o elenco comandado por Carlo Ancelotti registrou uma das maiores valorizações da competição, passando de 821 milhões de euros (cerca de R$ 5,25 bilhões) no início do torneio para os atuais 928,3 milhões de euros (aproximadamente R$ 5,94 bilhões). Entre os destaques individuais, Rayan, Igor Thiago e Endrick aparecem entre os atletas que mais elevaram seu valor de mercado durante a primeira fase.
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No total, sete jogadores brasileiros tiveram crescimento na avaliação da plataforma especializada. Quatro deles atuam no ataque, reforçando o impacto que o desempenho ofensivo costuma exercer sobre a percepção do mercado internacional.
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Rayan, ex-Vasco, é oficializado como reforço do Bornemouth, da Premier League / Reprodução: Instagram @afcb

Endrick, jogador da Seleção BrasileiraFoto: Rafael Ribeiro/CBF

Endrick e Danilo Santos também foram destaques da Seleção na segunda etapaFoto: Rafael Ribeiro/CBF

Igor ThiagoCrédito: Rafael Ribeiro – CBF

Igor ThiagoReprodução/Instagram @thiago01
Rayan lidera crescimento entre os brasileiros
Quem mais ganhou valor foi Rayan, atacante do Bournemouth. O jovem passou de 40 milhões de euros (cerca de R$ 256 milhões) para 60 milhões de euros (aproximadamente R$ 384 milhões), registrando uma valorização de 20 milhões de euros (R$ 128 milhões) desde o início da Copa. O atacante entrou no segundo tempo da vitória sobre o Haiti e assumiu a titularidade no triunfo por 3 a 0 sobre a Escócia.
Logo atrás aparece Igor Thiago, do Brentford, que viu seu valor subir de 50 milhões de euros (R$ 320 milhões) para 65 milhões de euros (cerca de R$ 416 milhões), um aumento de 15 milhões de euros (R$ 96 milhões). O centroavante foi titular na estreia da Seleção, no empate por 1 a 1 com Marrocos.
Para Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, a participação em um Mundial acelera o reconhecimento dos jovens atletas no mercado internacional.
“Igor Thiago, Rayan e Endrick estão pela primeira vez em uma Copa, são todos jovens e podem atuar em outras edições, sendo que dois deles ganharam projeção internacional na última temporada somente, e foram muito valorizados, sem dúvida, e, se voltarem a seus clubes, chegarão com outro status, e certamente renovações dos seus vínculos vão custar mais do que custariam se não estivessem na Copa”, explica Freitas.
Especialistas apontam impacto da Copa no mercado
Além da boa campanha da Seleção, especialistas destacam que a Copa do Mundo amplia a exposição dos atletas diante de clubes e investidores.
“A valorização dos atletas durante a Copa do Mundo, principalmente dos mais jovens, reflete a expectativa do mercado em relação ao torneio. Os clubes acompanham a competição de perto, e boas atuações geram impacto direto na avaliação dos jogadores para o pós-Copa. O Brasil foi uma das seleções que mais se valorizaram nesta primeira fase, e esse crescimento passa justamente pelo aumento do valor de mercado de três jogadores que possuem até 25 anos: Rayan, Endrick e Igor Thiago, que podem elevar ainda mais suas projeções internacionais”, afirma Pedro Weber, sócio-fundador da Chenus Holdings e especialista em negócios no esporte.
Outro nome que aparece entre os destaques é o volante Danilo Santos, do Botafogo. Mesmo tendo participado de apenas uma partida, o jogador passou de 24 milhões de euros (R$ 153,6 milhões) para 32 milhões de euros (R$ 204,8 milhões), acumulando alta de 8 milhões de euros (R$ 51,2 milhões).
Endrick também registrou crescimento. O atacante do Real Madrid teve seu valor atualizado de 35 milhões de euros (R$ 224 milhões) para 40 milhões de euros (R$ 256 milhões), enquanto Matheus Cunha, do Manchester United, passou de 70 milhões de euros (R$ 448 milhões) para 75 milhões de euros (R$ 480 milhões), ambos com valorização de 5 milhões de euros (R$ 32 milhões).
A lista ainda inclui o zagueiro Léo Pereira, do Flamengo, avaliado de 10 milhões de euros (R$ 64 milhões) para 12 milhões de euros (R$ 76,8 milhões), e o lateral-direito Ibañez, do Al-Ahli, que subiu de 17 milhões de euros (R$ 108,8 milhões) para 18 milhões de euros (R$ 115,2 milhões).
Vitrine mundial impulsiona projeção
Para Veridiano Pinheiro, diretor executivo da FutPro Expo, a Copa do Mundo representa o principal palco para a valorização dos atletas. “A Copa do Mundo é a vitrine máxima do futebol global. É o palco onde o talento atinge seu valor de mercado mais elevado. Naturalmente, a simples presença no torneio já reposiciona o atleta em outro patamar. Quando essa participação se traduz em protagonismo, gols ou no título, estamos falando de uma valorização exponencial. No caso dos atacantes, que entregam o produto mais valioso do jogo, o gol, esse impacto comercial e financeiro é ainda mais imediato”, constata.
O próprio Transfermarkt ressalta que os valores de mercado publicados não representam, necessariamente, o preço de uma futura negociação. A plataforma informa que a estimativa busca refletir a expectativa do mercado em torno de cada atleta, levando em consideração fatores como desempenho, idade, momento da carreira e contexto esportivo, sem utilizar um algoritmo automático para definir as avaliações.
Interesse dos torcedores acompanha valorização
A projeção dos jovens brasileiros também se reflete no interesse do público. Dados da Flashscore, considerando o período entre janeiro e maio de 2026, apontam Endrick como o jogador da Seleção com mais acessos ao perfil na plataforma, somando 8,4 milhões de visualizações.
Na sequência aparecem Igor Thiago, com 6,7 milhões, e Rayan, que acumula 2,2 milhões de acessos. Os números reforçam que a valorização esportiva durante a Copa tem sido acompanhada pelo crescimento do interesse dos torcedores nos principais talentos brasileiros.



