Temos que ir até as periferias e perguntar por que não querem conversar conosco, afirma Edinho Silva
O 8º Congresso do PT foi encerrado neste domingo (26.abr.2026) com um diagnóstico comum entre dirigentes da legenda: o partido perdeu conexão com parte de sua base social e precisará retomar presença em alguns setores para a disputa de 2026.
Em tom de autocrítica, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou em discurso que a legenda se afastou de segmentos como jovens, moradores de periferia e evangélicos. Segundo ele, o avanço das redes sociais reduziu a presença do partido na base.
“Não adianta o PT ficar irritado com as periferias”, disse. “Temos que ter a humildade de ir até as periferias e perguntar por que as moradoras e os moradores não querem conversar conosco.”
O diagnóstico expôs uma preocupação interna com a perda de conexão com a base tradicional do partido. Edinho afirmou que o PT precisa rever sua forma de atuação e abandonar uma posição reativa diante desses segmentos: “O PT não pode ser reativo quando a juventude evangélica diz que não quer conversar conosco. Temos que ter humildade para entender por quê”.
O dirigente também citou o distanciamento do que avalia ser uma nova classe trabalhadora, como motoristas de aplicativo e entregadores. Segundo ele, a legenda precisa ir até esses grupos para identificar onde errou. A avaliação é que, mesmo com as entregas do governo, o partido enfrenta dificuldade para transformar resultados em apoio político.
Sérgio Lima/Poder360 26.abr.2026
“Quando a nova classe trabalhadora, motoristas de aplicativo e entregadores, se revolta conosco, isso gera indignação, mas também deve gerar humildade para que possamos ir até eles e perguntar onde estamos errando, se queremos representá-los”, disse Edinho em discurso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não foi ao evento. Seguiu as orientações médicas de evitar grandes eventos depois de retirar um carcinoma (câncer) basocelular do couro cabeludo.
Enviou um vídeo e fez um apelo à militância. Disse que o partido precisa valorizar as entregas do governo, mas também melhorar a capacidade de convencimento do eleitor.
Em tom de bronca, cobrou da militância que abandone o celular e vá às ruas fazer política corpo a corpo. “Nada supera a gente ter coragem de andar na rua, bater palma no portão das pessoas e olhar no olho”, declarou.
Assista ao vídeo de Lula (5min12s):
Leia também:




