PRF descobre cocaína escondida em escultura de peixe em ônibus que seguia para Brasília

Uma escultura de peixe-espada usada para esconder cocaína levou à descoberta de um esquema de tráfico internacional de drogas durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-364, em Rondonópolis (MT). A abordagem ocorreu na tarde de terça-feira (28), em um ônibus interestadual que fazia o trajeto entre Rio Branco (AC) e Brasília.

Durante a inspeção, os policiais encontraram uma mochila no compartimento de bagagens acima das poltronas que, inicialmente, não foi reconhecida por nenhum dos passageiros. Dentro dela estavam uma escultura de peixe-espada, quatro bolsas com um líquido transparente — uma delas rompida — e seis ampolas de fentanil.

Ao vistoriarem a peça decorativa, os agentes localizaram um compartimento oculto com um pó branco. O material passou pelo teste de Scott, que apresentou resultado positivo para cocaína. O mesmo exame foi realizado em uma das bolsas com líquido, que também indicou a presença da droga.

Durante a fiscalização, um passageiro de 33 anos informou que retornava de uma viagem ao Peru e seguia para Goiânia (GO), onde mora. Os policiais também encontraram com ele a chave de um quarto de uma pousada no país vizinho. Questionado, o homem disse que havia se hospedado no local e esqueceu de devolver a chave.

Em um primeiro momento, o suspeito negou ser o dono da mochila. Depois, afirmou que a bagagem pertencia a um homem conhecido durante a viagem e que apenas guardava a chave da pousada. Mais tarde, apresentou outra versão, dizendo que conheceu esse homem em Lima, no Peru, após receber ajuda financeira dele depois de ter sido vítima de um assalto.

Segundo o depoimento, os dois voltaram a se encontrar em Assis Brasil (AC) e embarcaram juntos em Rio Branco com destino a Brasília. O passageiro afirmou que o suposto dono da mochila desembarcou em Cuiabá (MT), deixando a bagagem sob sua responsabilidade.

De acordo com a PRF, diante das contradições apresentadas, o homem confessou que aceitou transportar a droga porque tinha uma dívida com um agiota. Ele afirmou que foi enviado ao Peru para buscar o entorpecente e que deveria entregá-lo na rodoviária de São Paulo (SP). Como pagamento, a dívida seria perdoada.

Ao todo, foram apreendidas seis ampolas de fentanil, cerca de 438,7 gramas de substância líquida com suspeita de conter cocaína e aproximadamente 188,4 gramas de material semelhante ao cloridrato de cocaína escondido na escultura.

O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado, junto com o material apreendido, para a Delegacia da Polícia Federal em Rondonópolis. O caso será investigado como tráfico internacional de drogas, e as investigações continuam para identificar outros envolvidos na rota de transporte dos entorpecentes entre o Peru e o Brasil

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