Preço de medicamento genérico varia até 2.433%, diz Procon-SP

Levantamento identificou diferenças de preço entre farmácias e recomenda que consumidores pesquisem antes da compra

O Procon-SP informou na 3ª feira (7.jul.2026) que um mesmo medicamento genérico comprado em diferentes estabelecimentos comerciais da cidade de São Paulo pode apresentar uma diferença de até 2.433,59% no preço.

Segundo o órgão, uma cartela com 30 comprimidos de 5 miligramas de um medicamento para disfunção erétil, por exemplo, pode custar R$ 98,05 em uma farmácia da Zona Norte de São Paulo e R$ 3,87 em um estabelecimento da Zona Sul.

Já a cartela com 30 comprimidos de 25 microgramas de um medicamento de referência para tratar o hipotireoidismo pode custar R$ 10,73 ou R$ 41,43, a depender da farmácia ou drogaria em que for adquirido.

Segundo o levantamento, em geral os medicamentos genéricos são mais baratos que os de referência, que são aqueles de marca. Em média, um genérico pode custar 63,05% menos que o de referência, o que pode significar uma grande economia para o bolso do consumidor.

Por causa da grande diferença de preços entre um estabelecimento comercial e outro, o Procon alerta para que o consumidor faça uma pesquisa de preços e sempre verifique, antes de fazer a compra, sobre a disponibilidade do medicamento em algum programa social oferecido pelos governos federal, estadual ou municipal. Segundo o órgão, isso poderia garantir acesso gratuito ou com descontos a esse remédio.

Também é importante analisar se há algum desconto oferecido pelo plano ou seguro de saúde. Além disso, alguns laboratórios ou as próprias drogarias podem oferecer descontos nos preços dos remédios por meio de programas de fidelidade.

Outro alerta do Procon é para que o consumidor sempre observe se o medicamento tem registro no Ministério da Saúde e se o número do lote e o prazo de validade e de fabricação informados na embalagem correspondem ao que consta na cartela. Outra dica dada pelo órgão é para que o consumidor avalie com o seu médico sobre o uso dos medicamentos genéricos, que costumam ter preços mais acessíveis.

METODOLOGIA

O levantamento foi feito pelo Procon em 10 farmácias e drogarias da cidade de São Paulo nos dias 19 e 20 de maio. A pesquisa também foi realizada presencialmente em outros 10 municípios do estado de São Paulo e, de forma online, em 10 sites de grandes redes.

Tanto na pesquisa presencial quanto na online, foram comparados preços de mais de 70 medicamentos genéricos e de referência como antitérmicos, anti-inflamatórios, ansiolíticos, antibióticos, anticoncepcionais, antidepressivos, para disfunção erétil, artrite reumatoide e controle de colesterol, entre outros.


Este texto foi originalmente publicado pela Agência Brasil, em 7 de julho de 2026 as 18h00. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.


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