Presidente colombiano, em fim de mandato, chamou sucessor de ilegítimo e disse ter provas de que houve fraude eleitoral
O presidente em fim de mandato da Colômbia, Gustavo Petro (Pacto Histórico, esquerda), disse na 2ª feira (3.ago.2026) que a posse de Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria, direita) pode desencadear uma “guerra civil” no país. Espriella deve assumir a Presidência na 6ª feira (7.ago), em uma cerimônia legislativa na cidade de Cali.
Em pronunciamento, Petro ainda chamou seu sucessor de ilegítimo e afirmou ter provas de que houve uma fraude nas eleições presidenciais em que seu candidato, Iván Cepeda (Pacto Histórico, esquerda), foi derrotado.
“Estamos diante de uma fraude e de um problema institucional indubitavelmente profundo, que é a posse de um presidente ilegítimo, porque quem ganhou se chama Iván Cepeda”, disse Petro a jornalistas, no palácio presidencial em Bogotá.
Ainda segundo o presidente colombiano, “estrangeiros usaram dinheiro estrangeiro para cometer fraude eleitoral, impondo um presidente que não venceu as eleições”.
Antes do 2º turno da eleição, Espriella recebeu o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano).
“Obviamente, meu compromisso é com o povo, com o país e com aquilo a que tenho me comprometido nos últimos 30 e muitos anos, 37, eu acho. E isso é, eu me comprometi a não levar a Colômbia rumo às armas e à violência. E aqui está muito claro o que pode vir a ser uma guerra civil na Colômbia”, acrescentou Petro.
Os congressistas de esquerda anunciaram que não irão à posse de Espriella e convocaram, para esta 6ª feira (7.ago), manifestações na capital Bogotá, em Cali e em Barranquilla.
Leia mais:




