Verba do governo e do Instituto Alana financiará pesquisas sobre endometriose e saúde menstrual
O MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e o Instituto Alana vão destinar R$ 60 milhões para pesquisas e desenvolvimento de tecnologias voltadas à saúde menstrual. O anúncio foi feito na 3ª feira (9.jun.2026), em Brasília.
A verba será aplicada no diagnóstico e no tratamento de endometriose e dor pélvica. Estima-se que a condição afete cerca de 10% das brasileiras em idade fértil, com taxas de prevalência de 5% a 15% durante o período reprodutivo, incluindo adolescentes.
Do montante total, R$ 50 milhões serão desembolsados pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para editais de inovação na saúde da mulher. Os R$ 10 milhões restantes serão investidos pelo Instituto Alana na criação de uma rede nacional de pesquisa especializada no tema.
SAÚDE PÚBLICA
A ministra Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação) afirmou que o aporte é uma resposta do Estado a um problema de saúde pública e demonstra o compromisso do governo federal com a área científica.
“O que não é pesquisado não é compreendido. O que não é compreendido não é tratado”, declarou a CEO do Instituto Alana, Flavia Doria. Ela alertou que sintomas negligenciados na adolescência podem evoluir para dores crônicas na fase adulta.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou do evento e apontou a baixa visibilidade histórica dada às doenças que afligem a população feminina. Segundo Padilha, os novos estudos vão subsidiar a criação de políticas públicas e aprimorar a assistência médica no SUS (Sistema Único de Saúde).
SINTOMAS E CAUSAS
A endometriose caracteriza-se pelo crescimento de células do endométrio, tecido que reveste o interior do útero, fora da cavidade uterina. Esse deslocamento provoca reações inflamatórias crônicas. O diagnóstico precoce possibilita tratamentos mais eficazes, reduz dores e evita o agravamento do quadro.
As causas do distúrbio ainda são desconhecidas. Especialistas relacionam o desenvolvimento da doença a fatores genéticos, hormonais e imunológicos, além do fluxo retrógrado do sangue menstrual em direção à cavidade abdominal.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil, em 9 de junho de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, foi adaptado para o padrão do Poder360 e recebeu informações complementares.




