Na manhã desta terça-feira, 15, a PCDF, por intermédio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), ligada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), participou de Operação Nacional ligada a elucidação do caso da morte de uma adolescente ao utilizar plataforma de mensagens instantâneas.
A operação teve origem na apuração do trágico caso da adolescente de 13 anos induzida à automutilação, crueldade e ao suicídio por meio de plataformas virtuais no dia 22 de julho do corrente ano.
Com o avanço das apurações, a Polícia Civil passou a investigar a morte como homicídio. A partir dos materiais computacionais, telefones e mídias apreendidos na primeira etapa, a equipe do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab/MJSP) auxiliou na identificação de novos integrantes, administradores e moderadores que atuavam no recrutamento e na chantagem de vítimas vulneráveis (prática conhecida como “escravidão digital”).
Com as novas identificações, a 2ª fase avança para desmantelar a estrutura do grupo de forma integral, neutralizar a infraestrutura dessas comunidades e resgatar potenciais vítimas em risco iminente.
O fato foi apurado pela Polícia Civil do Estado de Mato Grosso do Sul (PCMS), com o apoio do Ciberlab/MJSP e a deflagração contou com o apoio e ação integrada e simultânea das Polícias Civis Distrito Federal, da Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. Foram cumpridos seis novos mandados judiciais de busca e apreensão domiciliar e seis medidas cautelares de busca e apreensão de adolescente referente aos novos suspeitos identificados em múltiplos estados: BA, DF, RJ, RS e SP.
No Distrito Federal, foi cumprido Mandado de Busca e Apreensão e apreendido um menor de 17 anos na cidade do Paranoá, o qual foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude para cumprimento da Medida de Internação e demais providências legais.
A depender da conclusão investigativa, os menores apreendidos responderão por ato análogo ao crime de homicídio qualificado mediante paga, promessa de recompensa ou motivo torpe, podendo ser submetidos a medida de internação por até três anos. Alerta aos Pais e Canais de Denúncia A Polícia Civil do Distrito Federal, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e as demais Polícias Judiciárias do Brasil reiteram a necessidade da supervisão parental constante e do acompanhamento ativo do comportamento de crianças e adolescentes na internet, com atenção especial a grupos fechados em aplicativos de mensagens e fóruns on-line.
Vale a observação quanto a comportamento diferentes por parte dos adolescentes, tais como isolamento e cortes na pele sem origem. Denúncias de crimes cibernéticos, discursos de ódio, crueldade e indução à automutilação podem ser realizadas por intermédio do número 197 da Polícia Civil do DF e junto às delegacias estaduais especializadas em repressão a crimes cibernéticos ou à delegacia mais próxima.
Nos casos das denúncias pelo número 197, a identidade do denunciante é mantida em absoluto sigilo




