Ministro paraguaio diz que mega-assalto no país segue padrão do PCC

Criminosos explodiram bancos e atacaram casa de câmbio em Santa Rita; autoridades locais investigam os responsáveis

O ministro dos Interiores do Paraguai, Enrique Riera, disse nesta 3ª feira (16.jun.2026) que o mega-assalto registrado em Santa Rita, no departamento de Alto Paraná, tem “modus operandi do PCC (Primeiro Comando da Capital)”. A declaração foi dada à Monumental 1080 AM depois do ataque a bancos e a uma casa de câmbio na cidade paraguaia.

Segundo Riera, as características da ação indicam a possível participação de criminosos brasileiros. O ministro citou o uso de explosivos, a logística do grupo e a atuação coordenada dos assaltantes como elementos semelhantes aos ataques atribuídos ao PCC. A participação da facção, porém, ainda não foi confirmada pelas autoridades.

De acordo com a CNN Brasil, a Polícia Nacional do Paraguai investiga a participação de facções brasileiras no ataque. Testemunhas relataram que parte dos cerca de 20 criminosos encapuzados falava português.

O ataque foi realizado na madrugada desta 3ª feira (16.jun). Segundo a imprensa paraguaia, os criminosos explodiram agências bancárias, tentaram invadir outros estabelecimentos financeiros e usaram veículos incendiados para dificultar a reação das forças de segurança.

PCC E CV SÃO TERRORISTAS  NO PARAGUAI

O episódio se dá meses depois de o Paraguai classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. O governo paraguaio publicou em 31 de outubro de 2025 um decreto que enquadra as facções brasileiras na categoria. A medida foi assinada pelo presidente Santiago Peña.

Segundo o governo paraguaio, PCC e CV atuam no território do país com envolvimento em tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro, representando uma ameaça à segurança e à soberania nacional. A classificação permite ampliar a atuação das forças de segurança contra integrantes e colaboradores dos grupos.

O ministro da Defesa do Paraguai, Óscar González, afirmou à época que o decreto permitia o uso das Forças Armadas em operações contra as facções, inclusive em regiões de fronteira com o Brasil.


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