Merz afirma que não desistirá de relação com Trump

Chanceler alemão concedeu entrevista à “ARD” e disse que retirada de 5.000 soldados norte-americanos da Alemanha não foi surpresa

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz (CDU, centro-direita), afirmou que continuará trabalhando com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). A declaração vem depois de desentendimentos entre os 2 líderes sobre a guerra no Irã. Merz concedeu entrevista à emissora pública alemã ARD, exibida no domingo (3.mai.2026) à noite.

“Não estou desistindo de trabalhar na relação transatlântica. […] Nem estou desistindo de trabalhar com Donald Trump”, declarou Merz em resposta à jornalista Caren Miosga.

Segundo o The Guardian, ele argumentou que o anúncio público dos Estados Unidos sobre a retirada de 5.000 soldados norte-americanos de bases alemãs não representou surpresa. Segundo ele, a medida não deve ser vista como retaliação.

“Pode estar sendo um pouco exagerado, mas não é novidade”, afirmou o chanceler sobre a retirada de tropas.

Merz falou sobre a recente troca de farpas com o norte-americano sobre a guerra no Oriente Médio: “Temos uma visão diferente desta guerra. Isso não é segredo”, disse. “Não sou o único que se sente assim”.

O chanceler alemão declarou que Trump respeita seu direito de ter opiniões divergentes. Segundo Merz, talvez o presidente norte-americano respeite “um pouco menos no momento”.

“Mas isso não altera o fato de que continuo convencido de que os norte-americanos são parceiros importantes para nós –nossos parceiros mais importantes na aliança do Atlântico Norte”, afirmou Merz.

O atrito entre Merz e Trump se intensificou a partir das declarações do chanceler na última 2ª feira (27.abr.2026), quando afirmou que os EUA estão sendo “humilhados” nas negociações com o Irã e criticou a ausência de uma estratégia de saída clara por parte de Washington.

Em resposta, na 5ª feira (30.abr.2026), Trump disse em seu perfil oficial na rede Truth Social que Merz deveria se dedicar a “consertar seu país quebrado” e a “acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia”, na qual, segundo ele, a atuação do premiê “tem sido totalmente ineficaz”.

Depois disso, na 6ª feira (1º.mai.2026), os Estados Unidos confirmaram a retirada de 5.000 soldados do território alemão, onde se localiza a maior base militar norte-americana na Europa, com 35.000 combatentes. A redução do contingente deve ser finalizada em um prazo de 6 a 12 meses.

No dia seguinte, sábado (2.mai.2026), o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou que os europeus devem “assumir mais responsabilidade” por sua própria segurança. O ministro acrescentou que a Alemanha “está no caminho certo” ao expandir suas Forças Armadas, acelerar as aquisições militares e construir infraestrutura.


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