Campeonato Brasileiro é a 6ª competição com mais mudanças de treinador no mundo no último ano; técnicos mais longevos jogam na Noruega, Espanha e Inglaterra
O Campeonato Brasileiro é o 6ª campeonato de futebol do mundo com mais mudanças de treinador nos últimos 12 meses. Com 20 equipes, registrou 17 trocas no período, o que representa 85% de rotatividade. Levantamento do Observatório de Futebol do Cies (Centro Internacional de Estudos Esportivos) mostra que a média de permanência no cargo é de 8 meses e 18 dias. É a 47ª mais baixa quando considerada a longevidade média dos treinadores dos times das 55 ligas presentes no estudo.
Neste cenário de trocas frequentes, o português Abel Ferreira, 47 anos, destaca-se como uma exceção. Em 19 de fevereiro de 2026, ele entrou para a história do futebol brasileiro como o 5º técnico mais longevo. Superou a marca de Telê Santana no São Paulo, de 5 anos, 3 meses e 14 dias, entre 1990 e 1996.
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, afirmou que o clube acredita no planejamento e essa é a razão para manter o profissional no cargo. Ele ocupa o posto desde 30 de outubro de 2000. Em dezembro, Ferreira renovou por mais 2 anos com o alviverde.
Outro nome que resiste à alta rotatividade é Rogério Ceni, atualmente entre os comandantes com maior tempo de casa na elite nacional. Ceni foi anunciado pelo Bahia em 9 de setembro de 2023.
Na outra ponta da lista, os 5 técnicos da série A que estão há menos tempo no cargo lideram suas equipes há cerca de um mês. A contratação mais recente é a de Fernando Diniz, no Corinthians, anunciado oficialmente no dia 6 de abril.
Eis a lista de técnicos mais e menos longevos do Brasileirão atualmente:

MUNDO
O estudo do Cies indica que a rotatividade global de treinadores atingiu 65,2% das equipes analisadas no último ano. O Brasileirão empata com a liga venezuelana em percentual de trocas (85%), mas com um volume maior de mudanças absolutas devido ao número de clubes.
Diferentemente do cenário brasileiro, a Noruega apresenta a liga mais estável entre as analisadas, com apenas 18,8% de mudanças (3 trocas em 16 equipes). Por lá, a permanência média no cargo ultrapassa 2,5 anos (31,5 meses).
Outras ligas de elite que registram maior continuidade no trabalho dos treinadores são da Inglaterra (Premier League) e da Espanha (La Liga), ambas com 40% de rotatividade no período.
Eis as ligas com maiores índices relativos de substituição de treinadores:




