Declaração foi dada nesta 6ª feira (26.jun); senador disse que o “inimigo do meu inimigo em determinado momento torna-se meu amigo” para justificar aliança
O senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu, nesta 6ª feira (26.jun.2026), uma aproximação com o pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) mesmo depois de o político dizer que não apoiaria a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
Marinho disse que Ciro é adversário do PT e afirmou que uma eventual aliança poderia reduzir a força eleitoral do partido no Ceará e beneficiar a campanha do PL em uma disputa nacional. “O inimigo do meu inimigo em determinado momento torna-se meu amigo. Nós queremos ganhar uma eleição”, disse o senador.
O senador disse que a estratégia busca evitar erros cometidos em disputas anteriores e citou o desempenho eleitoral no Ceará nas últimas eleições presidenciais. Segundo ele, uma eventual atuação de Ciro contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado poderia reduzir a vantagem petista na região.
“O Ciro trabalhará contra a candidatura do PT no Ceará, trabalhará contra a candidatura do Lula em nível nacional e nós teremos a possibilidade de diminuir os votos que Lula teve no Ceará”, afirmou Marinho.
As declarações foram dadas dias depois de Ciro dizer que não apoiará Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa presidencial. Em entrevista publicada pela revista Veja, em 19 de junho, Ciro disse que uma aliança regional com o PL não representa apoio ao grupo político nacionalmente.
“Apoiar Flávio Bolsonaro não está em discussão. Se estivesse, nós não tínhamos nem sentado para conversar sobre a aliança regional”, afirmou.
Na mesma entrevista, Ciro também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, os 2 adotaram políticas econômicas semelhantes durante seus governos. “Tirando a estética, os 2 são rigorosamente iguais”, disse.



