Lula pede que Trump, Xi, Macron, Putin e Starmer acabem com as guerras

Presidente cobrou diálogo entre líderes e afirmou que sua arma é o argumento e a razão –sob aplausos em evento progressista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu neste sábado (18.abr.2026) que o norte-americano Donald Trump (Partido Republicano), Emmanuel Macron (Renascimento, centro), Vladimir Putin (Independente), Keir Stamer (Partido Trabalhista, centro-esquerda) e o chinês Xi Jinping (Partido Comunista da China) convoquem uma reunião e “parem com essa loucura de guerra”

Em discurso na na 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global, na Espanha, Lula voltou a criticar o Conselho de Segurança das Nações Unidas e afirmou que o órgão, criado no pós-Segunda Guerra para garantir a paz, teria se transformado em “cinco senhores de guerra”. “Convoque uma reunião e pare com essa loucura de guerra, porque o mundo não se comporta mais”, disse.

Depois da frase, houve aplausos de pé da plateia, com gritos de “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”.

Lula disse que não quer confronto com Vladimir Putin, Xi Jinping, nem com outros líderes. “A minha arma é o argumento, a minha arma é a razão”, afirmou, defendendo a paz como eixo central do progressismo global.

No discurso, o petista também fez críticas ao modelo econômico dominante. Disse que o neoliberalismo prometeu prosperidade, mas entregou fome, desigualdade e insegurança. “Temos sido gerentes das mazelas do neoliberalismo”, afirmou.

O petista também destacou o impacto desigual das crises globais. Segundo ele, países do Sul Global pagam por guerras e mudanças climáticas que não provocaram, além de serem tratados como fornecedores de matérias-primas.

CRÍTICA A CONFLITOS ARMADOS

Lula também abordou o cenário de conflitos armados, que classificou como o mais grave desde a Segunda Guerra Mundial. Criticou a invasão do Iraque, a intervenção na Líbia, o que chamou de genocídio em Gaza e o bombardeio ao Líbano. 

O presidente afirmou que há uma tentativa recorrente de construir a ideia de que o Irã buscaria desenvolver uma bomba atômica. Segundo ele, o país não teria essa intenção. Lembrou que, em 2010, Brasil e Turquia fecharam um acordo com o Irã sobre enriquecimento de urânio –aceito por Teerã, mas rejeitado por Estados Unidos e União Europeia.

Lula defendeu ainda que é preciso encerrar o que chamou de “história de mentiras” usadas para depois destruir pessoas e países.

RECADO PARA ADVERSÁRIOS

Sobre a disputa no campo da informação, afirmou que “a internet se tornou um campo de batalhas” e que o enfrentamento precisa ir além das plataformas digitais, chegando às universidades e igrejas.

Sem citar o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Lula falou sobre adversários que, segundo ele, “dizem ser patriotas, mas pedem sanções contra o próprio país“, “se declaram homens de família, mas fecham os olhos para violência contra mulheres e abuso sexual de crianças”.

“Nosso papel é desmascarar esse povo”, disse Lula.

Aos 80 anos, encerrou dizendo que se sente mais jovem. “O que envelhece as pessoas é perderem uma causa. Eu me sinto hoje igual a quando tinha 50 anos, porque eu tenho uma causa: a democracia, a liberdade, a igualdade.”

GIRO DE LULA NA EUROPA

Lula embarcou na 5ª feira (16.abr) para uma viagem de 6 dias pela Europa. São estimados mais de 30 acordos e anúncios com Espanha e Alemanha. O petista viajou com uma comitiva de ao menos 14 ministros e presidentes de estatais. Janja chegou antes, na 4ª feira (15.abr).

Eis a programação do presidente na Espanha: 


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