Kassab diz que Lula sabe gastar, mas não sabe administrar

Presidente do PSD deu a declaração em almoço com empresários em São Paulo; partido comanda 2 ministérios

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse na 2ª feira (27.abr.2026) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “sabe gastar, mas não sabe administrar” a máquina pública. A declaração foi feita durante Almoço Empresarial Lide, evento que reuniu empresários e autoridades, no Hotel W, em São Paulo.

Ao fazer um balanço dos governos desde a redemocratização, Kassab afirmou que Lula assumiu o país em cenário favorável herdado de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e conseguiu “surfar na boa herança”, com espaço fiscal e crescimento global. Disse, porém, que a gestão petista perdeu eficiência ao longo do tempo.

“Ninguém pode questionar os bons programas do presidente Lula. Minha Casa Minha Vida, Luz Pra Todos, Bolsa Família. Também tem o lado negativo do presidente Lula. Ele sabe gastar, mas não sabe administrar a máquina no sentido de tê-la com mais eficiência sob seu comando”, declarou. O PSD conta atualmente com 2 ministros no governo Lula: Alexandre Silveira (Minas e Energia) e André de Paula (Agricultura e Pecuária).

Na avaliação do dirigente, o 1º ciclo petista começou em patamar elevado e foi se deteriorando, ainda que com “gordura acumulada” suficiente para garantir a reeleição de Lula e a vitória de Dilma Rousseff (PT). Sobre a saída da ex-presidente, disse que foi resultado de crises econômica e política. Kassab falou em “falta de vocação”. Em seguida, classificou o governo de Michel Temer (MDB) como “bom”.

Kassab comentou a eleição de 2018 e o desempenho de Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, o então presidente “não tinha nenhuma vocação para a vida pública” e teve atuação “muito aquém da expectativa”, embora tenha contado com ministros que sustentaram a gestão.

DISPUTA ELEITORAL

Ao tratar da eleição presidencial de 2026, Kassab disse que não vê, hoje, nem Lula nem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como vencedores, mencionando níveis elevados de rejeição. Para ele, as pesquisas refletem apenas nomes mais conhecidos e não o cenário consolidado de campanha.

O presidente do PSD reafirmou que o partido terá candidatura própria e elogiou o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO), a quem classificou como o “mais completo” entre os possíveis concorrentes.

“Eu acho que o único, mesmo desses, que hoje é completo, que não tem uma única denúncia, em 40 anos de vida pública, de corrupção, que fez um governo excepcional à frente do Estado de Goiás, o governador mais bem avaliado é o Ronaldo Caiado”, declarou.

Kassab defendeu que há espaço para crescimento de candidatos menos conhecidos e citou exemplos de disputas passadas em que nomes com baixa intenção de voto avançaram durante a campanha.

Na parte final de sua fala, Kassab fez um apelo para maior engajamento político, sobretudo entre empresários e lideranças. Disse que, com as ferramentas digitais, participar de campanhas passou a exigir menos esforço e depende mais de posicionamento.

“E se pessoas como nós, aqui nesse ambiente, que somos formadores de opinião, que somos lideranças, não nos posicionarmos, a gente está ajudando a não mudar o Brasil”, afirmou.

O dirigente declarou ver “vontade do brasileiro de mudar” e criticou o que chamou de falta de respostas do governo federal em temas como transparência, tamanho do Estado e carga tributária. Para ele, o país precisa de um governo “honesto, experiente e com coragem para fazer reformas” para atrair investimentos e melhorar o ambiente econômico.

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