Israel diz que não deixará áreas ocupadas no Líbano e em Gaza

Declaração de ministro da Defesa ocorre enquanto EUA e Irã indicam avanço em negociações sobre programa nuclear

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse, nesta 6ª feira (12.jun.2026), em suas redes sociais, que o país não pretende deixar as áreas que ocupa no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza. A declaração foi dada em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã para um possível acordo envolvendo o programa nuclear iraniano.

Segundo Katz, a estratégia de segurança israelense continuará baseada na atuação preventiva contra ameaças consideradas próximas e distantes. O ministro afirmou que Israel busca resultados “decisivos” e não pretende fazer concessões em temas relacionados à segurança nacional.

Israel Gaza

O ministro também declarou que Israel e os Estados Unidos compartilham o objetivo de impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Segundo ele, a cooperação entre os dois países deve incluir ainda temas ligados ao programa de mísseis iraniano e ao apoio de Teerã a grupos armados que atuam no Oriente Médio.

ACORDOS EM ANDAMENTO 

As declarações foram feitas enquanto autoridades dos Estados Unidos e do Irã indicam avanços nas negociações para um entendimento entre os dois países. Nesta 6ª feira, o governo iraniano afirmou que um acordo pode ser concluído nos próximos dias. A Casa Branca também demonstrou otimismo, embora tenha reconhecido que alguns pontos ainda dependem de negociação.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o memorando em discussão abrange o programa nuclear iraniano, o alívio de sanções econômicas e medidas relacionadas à navegação no Estreito de Ormuz. Segundo o chanceler, o documento também prevê mecanismos para reduzir tensões no Líbano e em outras frentes de conflito na região.

Uma autoridade norte-americana afirmou que as negociações incluem a reabertura do Estreito de Ormuz, o fim de restrições impostas aos portos iranianos, o desmantelamento do programa nuclear de Teerã e a transferência dos estoques de urânio enriquecido do país. A fonte, porém, não mencionou medidas relacionadas ao Líbano.

Segundo a mesma autoridade, uma eventual flexibilização das sanções dependerá do cumprimento integral dos compromissos assumidos pelo governo iraniano no acordo.


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