IPCA-15 de junho reduz a 0,41%; acumulado em 12 meses vai a 4,80%

Alimentação e Habitação somaram 66% do impacto no resultado de junho; índice acumula alta de 3,45% no 1º semestre de 2026

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), considerado a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,41% em junho de 2026. O resultado indica desaceleração ante maio, quando havia subido 0,62%. Apesar do recuo mensal, a inflação acumulada em 12 meses avançou para 4,80%, acima dos 4,64% do período anterior. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta 5ª feira (25.jun.2026).

O desempenho do mês foi influenciado pelos grupos “Alimentação e bebidas” (0,74%) e “Habitação” (0,72%), que juntos responderam por cerca de 66% do resultado do IPCA-15 de junho. Em alimentação, houve desaceleração ante maio, mas os preços seguem pressionados por itens básicos no domicílio. Destacam-se as altas da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%) e do feijão-carioca (14,29%). Eis a íntegra (PDF – 358 kB).

Em habitação, o maior impacto individual no índice geral (0,08 p.p.) veio da energia elétrica residencial, que subiu 2,04%. O aumento reflete a vigência da bandeira tarifária amarela e reajustes em capitais como Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Salvador.

Por outro lado, o grupo de transportes registrou queda de 0,03%, ajudando a conter uma alta maior do índice geral. O resultado foi influenciado pela redução nos preços dos combustíveis (-1,22%), com destaque para o etanol (-5,30%) e a gasolina (-0,73%).

A queda compensou a alta das passagens aéreas, que subiram 7,24% no período, em meio ao aumento da demanda e às tensões geopolíticas envolvendo Israel, EUA e Irã.

Brasília apresentou a maior variação mensal (0,93%), influenciada por passagens aéreas e gasolina. Já as menores variações (0,28%) foram registradas no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador.

No Rio, a queda foi puxada por serviços de hospedagem e seguro de veículos. Em Curitiba e Salvador, o recuo nos preços da gasolina e do café moído contribuiu para o resultado mais baixo.

Com o resultado de junho, o IPCA-15 acumula alta de 3,45% no primeiro semestre de 2026. O IPCA-E, que consolida a variação trimestral, fechou em 1,93%, acima do registrado no mesmo período de 2025.


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