Para Pedro Rodrigues, do CBIE, a decisão indica que país pretende monetizar reservas antes da transição energética
O Poder360, em parceria com o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), lança neste sábado (9.mai.2026) mais um episódio do programa Infra em 1 Minuto. O especialista em óleo e gás Pedro Rodrigues, sócio do CBIE, analisa a saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
Rodrigues afirma que o movimento expõe divergências estratégicas entre grandes produtores de petróleo sobre como reagir à transição energética.
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Assista ao vídeo (2min12s):
Segundo o especialista, enquanto a Arábia Saudita segue defendendo restrições coordenadas de oferta para sustentar preços elevados no longo prazo, os Emirados Árabes apostam em ampliar rapidamente a produção para monetizar suas reservas.
Para Rodrigues, a decisão é motivada pelo receio de que a transição energética impacte a demanda global por combustíveis fósseis. Fora da Opep+, o país pode adotar estratégia própria, sem as amarras da organização.
“O objetivo declarado é elevar a produção a cerca de 5 milhões de barris por dia até 2027”, afirmou.
Segundo ele, analistas já trabalham com a hipótese de entrada adicional de até 1,6 milhão de barris diários no mercado internacional, algo equivalente a cerca de 1,5% da oferta global de petróleo.
“Volume que não é trivial em um mercado historicamente sensível a pequenas variações entre oferta e demanda”, disse.
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