A ordem judicial foi autorizada após a vítima relatar episódios de agressividade e ameaças graves feitas pelo investigado, com quem manteve um relacionamento por cerca de 20 anos. Segundo o depoimento, depois que ela decidiu terminar a relação, passou a receber ameaças de agressão física e de morte.
Em um dos relatos, a mulher afirmou que o homem teria ameaçado desfigurá-la e dito que a mataria caso ela procurasse a polícia. A situação se agravou diante da informação de que ele teria uma arma de fogo.
Ainda conforme a vítima, em uma ocasião, ela e o filho tentavam deixar a residência quando o investigado teria colocado uma pistola sobre o sofá e afirmado que cometeria suicídio caso os dois saíssem do imóvel. Segundo o relato, ele permaneceu diante da única porta de saída por cerca de 15 a 20 minutos.
Com base nas informações, o Ministério Público pediu a realização de busca na residência para localizar armas e munições. A medida foi autorizada pela Justiça.
Durante a operação, por volta das 15h, os policiais encontraram uma munição real, um simulacro de arma de fogo, equipamento para recarga de munições, uma espada, uma soqueira, um machado e um estojo rígido para acondicionar pistola. Também foram apreendidas identificações com a inscrição “Polícia Civil”. A origem e a finalidade desses materiais ainda serão investigadas.
A munição encontrada na residência, mantida sem a autorização exigida por lei, levou à prisão em flagrante por posse irregular de munição.
A pistola citada pela vítima não foi localizada durante a busca. Segundo o investigado, a arma estaria na casa de um conhecido em Niquelândia (GO), onde teria sido deixada depois de uma caçada.
Em consulta aos sistemas oficiais, os policiais verificaram que há uma arma de fogo registrada em nome do homem no SIGMA, sob controle do Exército Brasileiro. A localização e as circunstâncias envolvendo o armamento serão investigadas pela Polícia Civil



