Pré-candidato ao governo de São Paulo afirma que tarifaço é uma “agressão gratuita” e cobra que Tarcísio reveja apoio ao presidente norte-americano
O ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta 4ª feira (15.jul.2026) que o Brasil não está em conflito com os Estados Unidos, mas com o governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano). Segundo ele, as tarifas impostas representam uma “agressão completamente fortuita e gratuita” e afetam principalmente a economia paulista.
“Nós não estamos em conflito com os Estados Unidos. É o governo do Trump que tem problemas conosco”, disse, durante visita a Jales, Fernandópolis e Votuporanga, no interior de São Paulo.
Haddad afirmou que o presidente norte-americano enfrenta alta desaprovação no próprio país e disse que a política comercial adotada por Washington não se justifica, já que, segundo ele, os Estados Unidos acumulam superavit na balança comercial com o Brasil há 15 anos.
“O Brasil precisa estar unido para dar uma resposta a essa agressão”, afirmou.
O ex-ministro também criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por manter apoio ao governo Trump. Segundo Haddad, o governador deve “reavaliar sua posição” e fazer uma “autocrítica” por acreditar que outro país defenderia os interesses brasileiros.
“O Estado mais afetado pelo tarifaço do Trump é o Estado de São Paulo. Mais uma razão para os paulistas estarem unidos em torno dos interesses nacionais”, disse.
DEFESA DO PIX
Haddad afirmou que as críticas do governo norte-americano ao Pix estariam relacionadas aos interesses de empresas privadas do setor financeiro. Segundo ele, o sistema de pagamentos instantâneos reduz custos para consumidores e empresas e não deve ser privatizado.
“O Pix é uma ameaça a interesses privados, mas ele é público. Ele não está enriquecendo uma empresa privada. Está barateando os custos de transação no Brasil”, declarou.
O ministro também associou o apoio de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro ao governo Trump à defesa da privatização do Pix.
“Não pode ter bolsonarismo no Brasil apoiando um governo hostil ao nosso país”, afirmou.
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